Jogos Mortais 3 (Saw III)

 

Jogos Mortais 3

Se você é fã de terror, sabe que poucas franquias mudaram tanto o gênero nos anos 2000 quanto esta. Eu decidi revisitar Jogos Mortais 3 (título original: Saw III) e, honestamente, o filme ainda mantém aquele impacto bruto de quando foi lançado. Ele não é apenas mais uma sequência; é o encerramento de um ciclo fundamental na história de John Kramer.

Neste texto, vou te contar os detalhes técnicos, curiosidades e por que esse longa ainda é um pilar do "gore" moderno, sem te entregar nenhum spoiler que estrague a experiência.

O Enredo e a Direção de Darren Lynn Bousman

Lançado oficialmente em 27 de outubro de 2006, o filme trouxe de volta o diretor Darren Lynn Bousman, que já tinha comandado o segundo capítulo. A pegada aqui é bem clara: elevar o nível da agonia. Se os dois primeiros filmes eram suspenses psicológicos com pitadas de violência, o terceiro abraça o visceral.

A história foca em um Jigsaw debilitado, à beira da morte, enquanto sua aprendiz, Amanda Young, assume um papel central na execução dos testes. Eu vejo esse filme como o mais íntimo da trilogia inicial, porque ele foca muito na relação mestre e pupila, enquanto um novo jogo — focado em perdão e vingança — corre em paralelo.

Informações Técnicas:

  • Direção: Darren Lynn Bousman.

  • Roteiro: Leigh Whannell (baseado na história de James Wan e Whannell).

  • Locações de filmagem: Quase todo o filme foi rodado em Toronto, Ontário, no Canadá.

  • Nota IMDb: Atualmente ostenta uma nota de 6.2/10, o que é muito bom para um terceiro filme de terror.

Elenco e a Performance de Tobin Bell

Não dá para falar de Saw III sem exaltar Tobin Bell. O cara consegue impor respeito e medo mesmo estando deitado em uma cama de hospital durante metade do filme. A dinâmica dele com a atriz Shawnee Smith (Amanda) é o coração da trama.

Além deles, temos Angus Macfadyen como Jeff e Bahar Soomekh como a Dra. Lynn Denlon, que são as peças principais do "jogo" da vez. Eu considero as atuações desse filme superiores às de muitos outros slashers da época, justamente porque existe uma carga dramática real ali.

Sobre o reconhecimento da indústria, o filme não passou batido. Ele recebeu indicações ao Saturn Awards e ao MTV Movie Awards (na categoria de Melhor Vilão para Tobin Bell), consolidando o personagem como um ícone do terror moderno.

Trilha Sonora e a Atmosfera de Agonia

A trilha sonora é outro ponto que eu sempre destaco. O compositor Charlie Clouser (ex-Nine Inch Nails) retorna para dar aquele tom industrial e metálico que virou a marca registrada da série. A música tema, "Hello Zepp", aparece no momento certo, fazendo o sangue gelar.

A trilha também conta com faixas de bandas pesadas, como Avenged Sevenfold e Slayer, o que combina perfeitamente com a estética suja e claustrofóbica dos cenários. Se você assistir com um bom fone de ouvido, a experiência de imersão nos sons das armadilhas é de arrepiar.

Curiosidades que você precisa saber

Eu separei alguns fatos interessantes sobre os bastidores que mostram o quanto a produção foi intensa:

  1. Dedicatória: O filme é dedicado ao produtor Gregg Hoffman, que faleceu pouco antes do lançamento.

  2. O Roteiro: Leigh Whannell escreveu o roteiro em apenas uma semana após a morte de Hoffman, como uma forma de homenageá-lo.

  3. Cenas Fortes: Este foi o primeiro filme da franquia a ser classificado como "NC-17" nos EUA originalmente, precisando de vários cortes para conseguir a classificação "R" (para maiores de 17 anos).

  4. Armadilhas Reais: Muitas das máquinas que vemos na tela eram funcionais e pesadas, o que ajudava na reação de pânico dos atores.

Vale a pena assistir hoje?

Na minha opinião, Jogos Mortais 3 é o ponto onde a franquia atingiu seu ápice de brutalidade com propósito narrativo. Ele fecha pontas soltas e aprofunda o passado do Jigsaw de uma forma que os filmes seguintes nem sempre conseguiram repetir com a mesma qualidade.

Se você gosta de um roteiro inteligente, reviravoltas de explodir a cabeça e não tem estômago fraco, esse filme é obrigatório. É o tipo de cinema que te deixa desconfortável, mas incapaz de tirar os olhos da tela.




Highlander 2 - A Ressurreição (Highlander II: The Quickening)

 

Se você é fã de ficção científica dos anos 90, com certeza já ouviu falar de Highlander 2 - A Ressurreição. Eu assisti a esse filme esperando a continuação épica do primeiro, e o que encontrei foi algo... digamos, inesperado. É um daqueles casos curiosos do cinema que divide opiniões até hoje.

Neste artigo, vou te contar tudo o que você precisa saber sobre essa sequência, desde os bastidores conturbados até as curiosidades que explicam por que o filme é do jeito que é.

O que é Highlander II: The Quickening?

Lançado originalmente como Highlander II: The Quickening, o filme chegou aos cinemas em 1991. Diferente do primeiro, que focava em imortais lutando através dos séculos na Terra, a sequência decidiu chutar o balde e inserir elementos de ficção científica pura, com direito a escudo global e alienígenas.

O filme foi dirigido por Russell Mulcahy, o mesmo diretor do original, o que torna as escolhas narrativas ainda mais peculiares. No elenco principal, temos o retorno de Christopher Lambert como Connor MacLeod e, para a surpresa de quem viu o primeiro filme, Sean Connery volta como Juan Sánchez-Villalobos Ramírez. O vilão da vez, General Katana, é interpretado por Michael Ironside.

Ficha Técnica e Recepção Crítica

Se você se baseia em números antes de dar o play, saiba que o filme não é exatamente um queridinho da crítica. No IMDb, a nota costuma oscilar em torno de 3.9/10. É uma pontuação baixa, mas que reflete a confusão dos fãs com a mudança drástica na mitologia da franquia.

Sobre premiações, o filme não levou estatuetas de prestígio para casa. Pelo contrário, ele é frequentemente citado em listas de "piores sequências já feitas", embora tenha ganhado um status de cult por quem aprecia o cinema de gênero mais excêntrico.

  • Título Original: Highlander II: The Quickening

  • Data de Lançamento: 12 de abril de 1991 (EUA)

  • Diretor: Russell Mulcahy

  • Locações de Filmagem: Argentina (principalmente Buenos Aires)

Trilha Sonora e a Estética de Highlander 2

Um dos pontos que ainda se salvam para muitos é a ambientação. A trilha sonora não conta com o Queen desta vez (o que é uma pena), mas a composição de Stewart Copeland (baterista do The Police) entrega aquele clima sombrio e futurista característico da época.

As filmagens ocorreram quase inteiramente na Argentina. A escolha do local foi estratégica por conta dos custos, mas acabou gerando problemas sérios. Na época, o país passava por uma crise de hiperinflação, o que afetou diretamente o orçamento e o controle da produção pelos investidores, tirando o poder criativo das mãos do diretor.

Curiosidades que Você Precisa Saber

Para entender por que o filme ficou tão "fora da curva", é preciso olhar para os bastidores. Aqui estão alguns fatos que moldaram a obra:

  • A Versão do Diretor: Russell Mulcahy ficou tão insatisfeito com a versão que foi para o cinema que, anos depois, lançou a "Renegade Version". Nela, ele removeu a ideia de que os imortais eram alienígenas do planeta Zeist, transformando-os em seres de um passado distante da Terra.

  • Sean Connery e o Cachê: Dizem que Connery recebeu uma fortuna por apenas alguns dias de filmagem, o que consumiu boa parte do orçamento de efeitos especiais.

  • Acidentes no Set: Christopher Lambert, que é míope, quase perdeu um dedo durante as gravações das lutas de espada, que eram feitas com lâminas de metal reais em algumas cenas.

Conclusão: Vale a pena assistir?

Highlander 2 - A Ressurreição é uma experiência cinematográfica única. Se você for assistir esperando a mesma profundidade filosófica e coerência do primeiro, vai se decepcionar. Mas, se você gosta de um visual cyberpunk dos anos 90, vilões canastrões e quer ver como a indústria do cinema pode ser caótica, ele merece uma chance.

O filme tentou expandir um universo que talvez devesse ter ficado quieto, mas acabou criando sua própria lenda urbana no processo.