Sabe
aquele dia em que você só quer chegar em casa, abrir uma cerveja gelada e
assistir a um filme de ação direto ao ponto, sem enrolação? Foi exatamente
assim que eu trombei com Centro de Trauma, um suspense
policial clássico que aposta alto no clima de perseguição em ambiente fechado.
Se você curte produções de ritmo rápido, onde o perigo espreita em cada
corredor escuro, vale a pena entender o que essa obra entrega.
Vem comigo que eu te conto os bastidores, os detalhes da
produção e se realmente compensa dar o play.
Do que se trata o filme Centro de Trauma?
A história gira em torno de Madison Taylor (vivida por
Nicky Whelan), uma jovem que testemunha um assassinato cometido por policiais
corruptos e acaba baleada na perna. Ela é levada para um hospital e colocada em
uma ala de isolamento quase deserta durante a noite. O problema é que os mesmos
caras que tentaram apagá-la sabem que a bala presa na perna dela é a única
evidência que pode incriminá-los.
É aí que o bicho pega: ela fica presa no hospital e
precisa lutar para sobreviver enquanto os vilões tentam caçá-la. Para a sorte
de Madison, o experiente detetive Wakes, interpretado pelo veterano Bruce
Willis, entra no circuito decidido a protegê-la e resolver o caso. É uma trama
clássica de gato e rato que prende a atenção pela urgência da situação.
Quem está por trás e na frente das câmeras?
O longa carrega o título original de Trauma Center e foi
lançado oficialmente no final de 2019. Quem assina a direção é Matt
Eskandari, um cineasta que já rodou outros projetos de ação na mesma pegada
física e direta.
No elenco principal, além do peso pesado Bruce Willis e
da ótima atuação de Nicky Whelan — que carrega o piano do suspense nas costas
—, temos nomes conhecidos completando o time. O lutador de MMA Tito Ortiz faz
uma participação, dividindo a tela com Texas Battle, Catherine Davis, Lala Kent
e até uma ponta do carismático Steve Guttenberg.
Toda essa ação sufocante se passa em um cenário bem
específico. Apesar de a história simular uma cidade americana densa, a
principal locação das filmagens foi a cidade de San Juan, em Porto Rico, o que
trouxe um visual interessante para as tomadas externas antes do confinamento no
hospital.
Quais são as principais curiosidades da produção?
Olhando os bastidores, a gente descobre algumas coisas
bem curiosas sobre como a indústria do cinema opera hoje em dia. Separei os
fatos mais marcantes:
·
Jogo
rápido: O filme inteiro foi gravado em
um tempo recorde de apenas 12 dias. Uma insanidade de cronograma que exige
muito foco da equipe técnica.
·
Bruce
Willis express: O astro Bruce Willis
gravou todas as suas cenas em um período impressionante de apenas dois dias.
Ele entra com sua presença de tela marcante para dar peso ao papel do detetive.
·
Parceria
repetida: Este projeto marcou apenas uma
das várias colaborações entre o diretor Matt Eskandari e Bruce Willis, que
trabalharam juntos em outros filmes de ação na mesma época.
Atualmente, se você checar o termômetro do público no IMDb, vai encontrar
uma nota de 4.0/10. É
uma pontuação baixa, mas que precisa ser lida com calma por quem gosta do
gênero.
Vale a pena assistir a esse suspense policial?
Sendo bem sincero, a minha crítica sobre a obra é que
você precisa alinhar as suas expectativas antes de dar o play. Trauma Center não
tenta revolucionar o cinema e nem entregar um roteiro cheio de reviravoltas
intelectuais. É um filme B de ação honesto, feito para entreter sem exigir
muito neurônio.
A ambientação no hospital deserto funciona muito bem para
criar aquela sensação de isolamento claustrofóbico. Nicky Whelan entrega uma
performance física convincente como a sobrevivente machucada, o que te faz
torcer por ela. Por outro lado, o roteiro comete alguns deslizes previsíveis e
o ritmo pode parecer um pouco corrido devido ao baixo orçamento.
Se o seu plano é curtir uma ação descompromissada, ver o
Bruce Willis fazendo o que sabe fazer de melhor e acompanhar uma boa
perseguição de sobrevivência, o filme cumpre o papel de preencher a sua noite.