De Volta Para o Futuro II (Back to the Future Part II)

 

Se você é fã de cinema, carros e viagens no tempo, senta aí, pega um café e vamos conversar sobre um dos maiores clássicos da cultura pop. Lembro perfeitamente da primeira vez que assisti a essa obra-prima e fiquei fritando a cabeça com as linhas temporais. Hoje, decidi olhar para trás e analisar como esse filme moldou a nossa visão de futuro.

Qual é o contexto inicial e a história de De Volta Para oFuturo II?

A trama começa exatamente onde o primeiro filme terminou, o que é genial. O cientista maluco Doc Brown ressurge com o icônico DeLorean modificado — agora ele voa e é movido a lixo — e avisa Marty McFly e sua namorada, Jennifer, que eles precisam ir até o distante ano de 2015 para salvar os seus futuros filhos.

O problema é que as coisas saem do controle quando o velho Biff Tannen descobre a máquina do tempo. Ele rouba um almanaque de esportes com todos os resultados de jogos de 1950 a 2000, volta para o passado e entrega o livro para si mesmo quando jovem. Quando Marty e Doc retornam para o presente (que no caso era 1985), o mundo virou um caos completo, uma versão distópica e violenta controlada por um Biff bilionário. Para consertar o estrago, eles precisam voltar novamente para 1955, cruzando com os eventos do próprio primeiro filme. É um quebra-cabeça de linhas temporais de respeito.

Quem está por trás da ficha técnica e do elenco do filme?

Lançado nos cinemas em 1989, o longa carrega oficialmente o título original de Back to the Future Part II. No comando da direção, temos o mestre Robert Zemeckis, que junto com Bob Gale conseguiu criar uma continuação que não apenas honra o original, mas expande o universo de forma absurda.

Na frente das câmeras, a química do elenco é o motor que faz tudo funcionar. Michael J. Fox entrega tudo como Marty McFly (e ainda interpreta os filhos e a versão mais velha do personagem), enquanto Christopher Lloyd dá um show de carisma como o excêntrico Doc Brown. O time principal de peso ainda conta com Thomas F. Wilson como o inesquecível vilão Biff Tannen e Lea Thompson como Lorraine. As locações principais rolaram nos estúdios da Universal e em várias áreas ao redor de Los Angeles, na Califórnia, incluindo a famosa praça do tribunal em Courthouse Square, que virou um marco para os cinéfilos. No termômetro do público e da crítica mundial, o filme mantém uma sólida nota de 7,8 no IMDb, o que mostra o quanto ele continua relevante.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores da produção?

Gente boa, os bastidores dessa produção são quase tão fascinantes quanto o filme em si. Separei as melhores curiosidades que todo fã de carteirinha precisa saber:

·         Gravações simultâneas: O segundo e o terceiro filme da franquia foram rodados juntos. Isso era raríssimo na época e exigiu um esforço brutal de toda a equipe e do elenco.

·         O mistério do skate voador: Quando o filme saiu, o diretor Robert Zemeckis brincou em uma entrevista dizendo que os Hoverboards (os skates voadores) existiam de verdade, mas que grupos de pais tinham proibido a comercialização. Muita gente acreditou e as lojas de brinquedos ficaram malucas com ligações de clientes querendo comprar um.

·         A saída de Crispin Glover: O ator que fez o pai do Marty no primeiro filme não entrou em acordo financeiro para a sequência. A solução? Eles usaram outro ator com próteses no rosto e reaproveitaram cenas antigas. Glover processou a produção por uso indevido de sua imagem e ganhou, mudando as regras de Hollywood sobre isso.

·         Previsões acertadas (e erradas): O filme acertou que teríamos telas planas, chamadas de vídeo, tecnologia de biometria e óculos inteligentes. Por outro lado, o clássico fax de parede caiu no esquecimento e os carros voadores ainda estão longe da nossa garagem.

Qual é a crítica real sobre a relevância dessa obra?

Olhando com os olhos de hoje, De Volta Para o Futuro II é um triunfo do cinema de entretenimento inteligente. Ele é mais sombrio, ambicioso e complexo que o primeiro. A direção de arte ao recriar o ano de 2015 é icônica — dita tendências visuais até hoje. A forma como o roteiro amarra o passado e o presente sem deixar furos gritantes é uma aula de escrita.

Claro, se você for muito ranzinza com a física da viagem no tempo, vai achar pequenos nós. Mas o ritmo do filme é tão frenético, as piadas funcionam tão bem e o carisma dos protagonistas é tão magnético que você simplesmente compra a ideia e vai junto no banco do passageiro do DeLorean. É um filme robusto, divertido, feito para quem gosta de uma boa aventura de ficção científica com aquela pegada clássica dos anos 80 que nunca perde o estilo. Um verdadeiro clássico definitivo que merece ser revisto sempre.

 

Dark Web - Cicada 3301

 

Se você é do tipo que curte decifrar enigmas na internet, vasculhar fóruns obscuros ou simplesmente pirar em teorias da conspiração sobre a deep web, com certeza já ouviu falar da Cicada 3301. Considerado o maior mistério da era digital, o grupo real que lançava quebra-cabeças criptográficos ultra complexos para recrutar mentes brilhantes acabou virando cinema. Eu decidi assistir e desossar essa obra para você saber exatamente o que te espera.

Com o título original de Dark Web: Cicada 3301, o filme traz uma pegada que mistura ação, cibersegurança e uma boa dose de humor ácido. A trama acompanha Connor Black, um bartender talentoso que gasta seu tempo livre como hacker. Quando ele esbarra no famoso enigma da Cicada, sua vida vira um caos absoluto, sendo perseguido tanto por agentes federais quanto por membros da própria organização secreta.

O que esperar da ficha técnica desse thriller tecnológico?

O longa chegou ao mercado no ano de 2021, saindo diretamente nas plataformas digitais e sob demanda. Quem assume a responsabilidade de guiar essa loucura na direção é o grandalhão Alan Ritchson, que você provavelmente conhece como o astro da série Reacher. Esta foi a estreia dele como diretor e corroteirista de cinema, e ele fez questão de puxar para si um papel coadjuvante bem divertido na história.

No elenco principal, o hacker Connor é vivido por Jack Kesy (que entrega aquele visual clássico de cara inteligente, meio largado e que funciona sob pressão). Ao lado dele, temos Conor Leslie interpretando Gwen, uma bibliotecária cheia de segredos, e o comediante Ron Funches como Avi, o amigo especialista em arte que garante as melhores risadas do filme. Para as locações, a produção escolheu rodar a maior parte das cenas em Toronto, no Canadá, transformando os cenários urbanos canadenses nos palcos dessa caçada digital. No agregador de críticas mais famoso da internet, a nota IMDb do filme flutua na casa dos 5.0/10, o que já nos dá uma pista de que a recepção do público ficou bem dividida.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores da produção?

Fazer um filme sobre o maior enigma da internet tem suas peculiaridades, e os bastidores refletem bem isso. Separei os pontos mais interessantes que você precisa saber:

·         Reunião de heróis: O diretor Alan Ritchson e a atriz Conor Leslie já eram velhos conhecidos do público geek. Ambos trabalharam juntos na série de super-heróis Titãs (onde ele fazia o Rapina e ela a Moça-Maravilha). Ele ligou para ela logo após o término das gravações para convidá-la para o longa.

·         Inspiração real: A Cicada 3301 real existiu de verdade entre 2012 e 2014, usando imagens com mensagens ocultas (esteganografia), livros de runas e até coordenadas de GPS físicas espalhadas por vários países para achar seus escolhidos.

·         Mudança de planos: Inicialmente, Ritchson escreveu o roteiro pensando em protagonizar o filme no papel de Connor. Conforme o projeto andou, ele percebeu que preferia ficar atrás das câmeras no comando da direção.

Vale a pena assistir ou é pura perda de tempo?

Se você der o play esperando um documentário denso ou um suspense cerebral e realista no estilo Mr. Robot, vai quebrar a cara. Minha crítica sincera sobre a obra é que ela funciona muito mais como uma comédia de ação descompromissada do que como um thriller de espionagem cibernética de alta fidelidade. O roteiro escolhe amarrar a história por meio de um depoimento de Connor em um tribunal secreto da NSA, o que quebra um pouco o ritmo, mas dá espaço para piadas e situações absurdas.

Visualmente o filme é honesto, entrega boas cenas de perseguição e a química entre os três protagonistas sustenta a dinâmica de "parceiros de crime". O maior pecado do diretor foi suavizar o mistério real da Cicada para transformá-lo em um pano de fundo para piadas de teor sexual e porradaria leve. Ainda assim, se a sua ideia for abrir uma cerveja no sábado à noite e ver um filme rápido, divertido e com temática hacker sem precisar queimar muitos neurônios, Dark Web: Cicada 3301 cumpre o papel de te entreter por 100 minutos.

Cúpula do Caos (Rumors)

 

Vou ser bem sincero com você: se você está cansado daquela mesmice de Hollywood e procura um filme que quebre totalmente as regras do jogo, precisa conhecer Cúpula do Caos. Eu decidi assistir a essa obra sem saber muito o que esperar e me deparei com uma das sátiras políticas mais bizarras, ácidas e insanas dos últimos tempos. É o tipo de produção que te faz rir pelo absurdo da situação enquanto você tenta processar o nível de loucura que está acontecendo na tela.

O que é Cúpula do Caos e qual a sua história?

O longa acompanha os líderes das sete democracias mais ricas do mundo reunidos na cúpula anual do G7. O objetivo deles parece simples: redigir uma declaração conjunta sobre uma crise global sem nome. Só que, enquanto esses políticos se afogam em vaidades, discursos vazios e protocolos bobos, a noite cai e eles acabam se perdendo em uma floresta enevoada. É aí que o caldo entorna. Eles percebem que todo o staff sumiu e que estão completamente sozinhos, precisando enfrentar perigos surreais — incluindo múmias de pântano reanimadas e até um cérebro gigante — para sobreviver à própria incompetência.

Quem está por trás e na frente das câmeras?

Lançado originalmente sob o título Rumours no ano de 2024, o filme traz um trio de diretores canadenses conhecidos pelo estilo experimental e fora da curva: Guy Maddin, Evan Johnson e Galen Johnson. A locação principal das filmagens aconteceu na Hungria (com algumas cenas adicionais em Winnipeg, no Canadá), o que ajudou a criar aquela atmosfera de floresta densa, misteriosa e claustrofóbica.

O elenco é um show à parte e entrega atuações afiadíssimas. Temos a espetacular Cate Blanchett interpretando a chanceler alemã, o veterano Charles Dance como o presidente dos Estados Unidos (com seu sotaque britânico intacto, o que deixa tudo mais divertido), além de Roy Dupuis (como o primeiro-ministro canadense), Denis Ménochet (França) e uma participação especial de Alicia Vikander. Ver atores desse calibre se prestando a situações tão ridículas e cômicas é um dos grandes trunfos da produção.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais de saber é que o renomado diretor Ari Aster (o cara por trás de sucessos do terror moderno como Hereditário e Midsommar) assina como um dos produtores executivos do projeto, o que já explica muito do tom de estranheza e humor desconfortável da narrativa. Outro ponto curioso é a forma como o roteiro brinca com os esteriótipos geopolíticos: cada líder age exatamente como a visão caricata de seu país, transformando a reunião do G7 em uma verdadeira "lavagem de roupa suja" internacional em meio ao apocalipse.

Vale a pena assistir Cúpula do Caos?

No termômetro do público, o filme divide opiniões e ostenta uma nota IMDb de 4,8/10. Mas não deixe esse número te enganar. Essa pontuação baixa reflete muito mais o choque do espectador comum que esperava uma comédia tradicional ou um suspense de sobrevivência padrão e deu de cara com um surrealismo puro.

A minha crítica sobre a obra é positiva se você souber exatamente onde está pisando. O filme funciona como um soco no estômago da diplomacia moderna. É uma comédia de horror que expõe a completa paralisia e falência institucional daqueles que deveriam comandar o mundo. Quando o perigo real aparece, os líderes continuam preocupados com a formatação do texto do pronunciamento e com picuinhas pessoais. Se você curte o cinema de Luis Buñuel, piadas ácidas sobre política e não tem medo de narrativas nonsense, é uma excelente pedida para abrir uma cerveja e curtir no final de semana.