Cara,
se tem uma coisa que me prende na frente da TV em um domingo à tarde — ou em
qualquer dia da semana, para ser sincero — é um bom filme de ação que não se
leva tão a sério. E quando penso na mistura perfeita de porrada, carros voando
e piadas que funcionam até hoje, o primeiro nome que me vem à mente é A Hora do Rush.
Lembro exatamente da primeira vez que assisti. Eu tinha passado dos 30 e fiquei impressionado com a química daqueles dois caras na tela. Era
algo totalmente fora da curva. Hoje, olhando para trás, percebo como esse longa
moldou o cinema de comédia policial dos anos seguintes. Vamos bater um papo
sobre esse clássico, relembrar os bastidores e entender por que ele envelheceu
como um bom vinho.
O que torna A Hora do Rush um clássico dos anos 90?
Para responder a isso, precisamos voltar para 1998, o ano de
lançamento do filme. O cinema de ação estava precisando de uma fresta de ar
fresco. O título original, Rush Hour, já entregava o ritmo
frenético da trama.
A premissa é simples, mas certeira: a filha de um
diplomata chinês é sequestrada em Los Angeles, e o FBI é chamado para o caso.
Só que, para não melindrar o governo de Hong Kong, eles aceitam a ajuda de um
inspetor local. É aí que a mágica acontece. Em vez de deixarem o cara
trabalhar, os agentes federais jogam o mestre de Hong Kong no colo de um
detetive rebelde do LAPD, apenas para servir de "babá" e mantê-lo
longe da investigação real.
O diretor Brett Ratner teve a sacada genial
de não focar apenas nas explosões, mas sim no choque cultural e na colisão de
egos dos protagonistas. O resultado? Uma bilheteria estrondosa e o nascimento
de uma das franquias mais queridas da cultura pop.
Quem faz parte do elenco e do comando do filme?
O coração de A Hora do Rush bate
no peito de dois caras: Jackie Chan (Inspetor Lee) e Chris Tucker
(Detetive James Carter).
·
Jackie
Chan: Dispensa apresentações. O cara
trouxe toda a sua bagagem do cinema de artes marciais de Hong Kong, com aquela
fisicalidade impressionante e o timing cômico visual que só ele tem.
·
Chris
Tucker: O contraponto perfeito. Com uma
metralhadora na boca, ele entrega as falas mais rápidas e ácidas do filme,
representando aquele estilo clássico do policial americano folgado, mas que
resolve o problema.
A direção ficou por conta de Brett Ratner, que soube dar
liberdade para os dois improvisarem. No elenco de apoio, ainda temos nomes de
peso como Tom Wilkinson e Tzi Ma, que dão a seriedade necessária para
equilibrar a galhofa dos protagonistas. No agregador de críticas mais famoso do
mundo, o longa segura uma nota IMDb de 7,0, o que é um respeito
enorme para um filme de comédia de ação focado no puro entretenimento.
Onde o filme foi gravado e quais são suas curiosidades?
A maior parte da história se passa em Los Angeles, na
Califórnia, usando cenários urbanos reais que dão aquela atmosfera cinzenta e
pulsante das grandes metrópoles americanas. Algumas sequências cruciais também
foram rodadas em Hong Kong, mostrando o contraste
visual entre o Ocidente e o Oriente.
Mas o que eu mais curto em A Hora do Rush são
as histórias de bastidores. Separei as melhores curiosidades para você:
·
Barreira
do idioma real: No começo das filmagens,
Chris Tucker e Jackie Chan mal conseguiam se comunicar. Tucker falava rápido
demais e Chan ainda estava pegando o jeito com o inglês. Essa frustração real
acabou indo para a tela e ajudou a construir a dinâmica dos personagens.
·
Sem
dublês: Como de costume, Jackie Chan fez
praticamente todas as suas cenas de ação e coreografias. Ele chegou a sofrer
alguns ferimentos leves durante as gravações, algo que a gente sempre adora ver
nos erros de gravação durante os créditos finais.
·
Improviso
puro: A clássica cena em que Carter
dança no meio do trânsito imitando o Michael Jackson foi totalmente improvisada
por Tucker. A equipe gostou tanto que decidiram manter na versão final.
Vale a pena assistir A Hora do Rush hoje em dia?
Se você me perguntar se o filme resistiu ao teste do
tempo, a resposta é um sonoro sim. Minha crítica sobre a obra é extremamente
positiva, principalmente pelo fator nostalgia combinado com uma execução
técnica que hoje em dia faz falta em Hollywood.
Muitos filmes atuais abusam de efeitos visuais de
computador (CGI) que deixam as lutas artificiais. Em A Hora do Rush, a
porrada é sincera. Você sente o impacto de cada golpe do Jackie Chan e a
agilidade das coreografias usando objetos do cenário, como sofás, vasos e até o
próprio Chris Tucker como escudo.
Claro, algumas piadas politicamente incorretas dos anos
90 talvez não fossem escritas da mesma forma hoje, mas o respeito mútuo que os
personagens desenvolvem ao longo da história compensa tudo. É um filme sobre
dois caras completamente diferentes que encontram um terreno comum no respeito
e na lealdade.
Para mim, continua sendo o padrão ouro de como fazer um
"buddy cop movie" (filme de dupla de policiais) divertido, empolgante
e que dá vontade de rever sempre que está passando na TV. Pegue a pipoca,
aumente o som e deixe os caras trabalharem.
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