Se você é fã de um bom cinema de ação raiz, daquele que te deixa grudado na poltrona e com o coração na boca, provavelmente já cruzou com esse clássico. Hoje eu quero bater um papo sobre uma das produções mais icônicas dos anos 90: Força Aérea Um (título original: Air Force One).
Lançado em 1997, esse longa se tornou um verdadeiro marco dos
thrillers de ação política. Dirigido pelo mestre Wolfgang Petersen, o filme traz ninguém menos que Harrison Ford no papel do presidente James Marshall,
dividindo os holofotes com um elenco de peso que inclui Gary Oldman (como o vilão implacável Ivan Korshunov) e Glenn Close (a imponente vice-presidente Kathryn
Bennett). No termômetro do público e da crítica, o filme ostenta uma nota 6.5 no IMDb — o que, convenhamos, para um filme de
ação puro daquela época, é uma avaliação respeitável e mostra como a obra
envelheceu bem.
Abaixo, dividi os
principais pontos desse filmaço para entendermos o que o torna tão especial até
hoje.
O que torna a história
de Força Aérea Um tão marcante?
O roteiro do filme é
direto e cirúrgico, sem enrolação. A trama acompanha o presidente dos Estados
Unidos, James Marshall — um veterano da Guerra do Vietnã e homem de família —,
retornando de Moscou após um discurso duro contra o terrorismo. É aí que o
perigo real começa: terroristas neo-soviéticos, liderados pelo sádico
Korshunov, conseguem se infiltrar no avião presidencial mais seguro do mundo.
O que se segue é um
jogo de gato e rato tenso a milhares de pés de altitude. Em vez de fugir na
cápsula de escape, o presidente decide ficar para trás secretamente para
resgatar sua esposa, sua filha e a equipe de bordo. É o tipo de narrativa que
mexe com o nosso senso de dever, honra e proteção. O ritmo não cai em nenhum
momento, alternando entre a tensão estratégica na sala de crise em Washington e
os combates físicos nos corredores claustrofóbicos da aeronave.
Onde o filme foi
gravado de verdade?
Embora grande parte da
história se passe dentro do avião, a produção precisou encontrar os cenários
perfeitos em solo para passar toda a imponência militar e política da trama.
Como você deve imaginar, o governo americano não liberou o verdadeiro Força
Aérea Um para as filmagens por questões óbvias de segurança nacional.
A produção acabou
usando um Boeing 747-146 clássico alugado, que foi totalmente repintado para
ficar idêntico ao avião oficial. Já as cenas externas e de base militar foram
rodadas principalmente em Ohio,
nos Estados Unidos. A base aérea de Rickenbacker e a histórica Mansfield-Lahm
Airport serviram de pano de fundo para as sequências de decolagem, perseguição
e pouso. Para quem tem o olho treinado, a arquitetura pesada dessas locações
ajudou a dar o tom realista e militarista que o filme pedia.
Quais são as maiores
curiosidades dos bastidores?
Dar vida a um projeto
desse tamanho rendeu histórias fantásticas nos bastidores que muita gente nem
imagina. Separei as melhores curiosidades que mostram o nível de dedicação da
equipe:
·
Harrison Ford levou os socos a sério: Durante as coreografias de luta, Ford insistiu para que
Gary Oldman realmente o golpeasse nas cenas de combate para que as reações
parecessem o mais reais possíveis.
·
Tour exclusivo: O diretor Wolfgang Petersen e Harrison Ford conseguiram
fazer um tour real pelo verdadeiro Força Aérea Um antes das filmagens para
mapear os detalhes, graças a um empurrãozinho do próprio presidente da época,
Bill Clinton, que era fã de Ford.
·
Trilha sonora de última hora: O compositor original teve seu trabalho rejeitado a
pouquíssimas semanas da estreia. O lendário Jerry Goldsmith foi chamado às
pressas e compôs a trilha sonora inteira — indicada ao Oscar — em
impressionantes doze dias.
·
O carisma do vilão: Nos intervalos das cenas tensas de tortura e ameaças,
Gary Oldman era conhecido no set por fazer piadas e cantar entre os takes,
quebrando o gelo de um ambiente que seria puramente estressante.
Vale a pena assistir
a esse clássico hoje em dia?
Minha resposta curta
é: com certeza absoluta. Olhando com os olhos de hoje, Força Aérea Um é uma aula de como fazer cinema de
entretenimento com substância. A crítica sempre elogiou a obra por entregar
exatamente o que promete, sem falsas pretensões. O grande trunfo aqui é a
química de antagonismo entre Ford e Oldman; temos o herói relutante, mas
incorruptível, contra um vilão que possui motivações ideológicas claras, longe
de ser apenas um capacho genérico.
Os efeitos visuais de
computação gráfica do final dos anos 90 entregam um pouco a idade do filme em
uma ou duas cenas de ação aérea, mas os efeitos práticos, a edição de som
cortante e a direção de arte compensam tudo. É um filme focado em valores
sólidos como liderança, sacrifício e coragem sob pressão extrema. Se você busca
um thriller que entrega adrenalina pura, atuações memoráveis e aquela sensação
nostálgica dos melhores momentos do cinema de ação, esse longa merece um lugar
de destaque na sua lista.
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