Se
você curte aquele tipo de filme que te prende na poltrona do primeiro ao último
minuto, com um ritmo frenético e um protagonista comum enfrentando situações
extraordinárias, veio ao lugar certo. Hoje vou te contar tudo sobre um suspense
de ação que assisti recentemente e que me deixou vidrado: O Passageiro. Vamos
trocar uma ideia sobre essa produção que mistura claustrofobia, mistério e
aquela boa e velha pancadaria honesta que a gente respeita.
Qual é a história por trás de O Passageiro?
Para entender o peso desse filme, a gente precisa olhar
para o time por trás das câmeras. Lançado em 2018, o longa marca
mais uma parceria de sucesso entre o ator Liam Neeson e o diretor espanhol
Jaume Collet-Serra — a mesma dupla que entregou os ótimos Desconhecido e Sem Escalas.
O título original é The Commuter, um
termo em inglês muito usado para aquela pessoa que viaja diariamente de
transporte público da periferia ou do subúrbio para trabalhar no centro. Na
trama, acompanhamos Michael MacCauley, um ex-policial que agora trabalha como
vendedor de seguros. Ele tem uma rotina engessada, uma família para sustentar
e, de repente, é demitido do nada.
Voltando para casa de trem, no pior dia da sua vida, uma
mulher misteriosa se senta à sua frente e faz uma proposta bizarra: encontrar
um passageiro oculto no trem que "não pertence àquele lugar" antes da
última parada. Se ele aceitar e achar a pessoa, ganha 100 mil dólares. O
problema? Se ele falhar ou tentar sair, sua família morre. É o tipo de enredo
que faz qualquer um se colocar no lugar do cara. No IMDb, o filme
ostenta uma nota 6.3, o que
considero bastante honesto para a proposta.
Quem faz parte do elenco e onde o filme foi gravado?
O elenco é liderado pelo monstro sagrado Liam Neeson, que
consegue entregar perfeitamente o papel daquele homem maduro, cansado da
rotina, mas que ainda tem a malícia e a força de um ex-cop quando a água bate
na bunda. Ao lado dele, temos Vera Farmiga (da franquia Invocação do Mal)
interpretando a enigmática Joanna, a mulher que dá o pontapé inicial no caos. O
elenco ainda conta com Patrick Wilson, Jonathan Banks (o eterno Mike de Breaking Bad) e
Florence Pugh, que na época ainda estava despontando em Hollywood.
Agora, aqui vai um detalhe técnico que me chamou muita
atenção: a ambientação. Embora a história se passe em Nova York, na famosa
linha de trem que vai para o norte em direção a Connecticut, a maior parte das locações e filmagens
aconteceu nos estúdios Pinewood, no Reino Unido.
Eles construíram vagões de trem quase idênticos aos reais
sobre bases hidráulicas para simular o movimento dos trilhos. Algumas cenas de
estação foram gravadas na estação de trem de Longcross e em locações reais em
Londres, mas a magia do cinema faz você acreditar piamente que o cara está
cruzando os subúrbios americanos.
Quais são as maiores curiosidades sobre a produção?
Gosto sempre de pescar os bastidores das produções porque
eles dão outra cara para o filme quando a gente assiste de novo. Separei alguns
fatos bem legais sobre os bastidores:
·
A
idade de Liam Neeson: Durante as
gravações, Neeson já estava na casa dos 65 anos. Mesmo assim, o cara insistiu
em fazer boa parte das suas próprias cenas de ação e lutas corporais, que são
bem intensas e usam o espaço apertado dos vagões de forma muito inteligente.
·
A
quarta parceria: Como comentei, este foi
o quarto filme do diretor Jaume Collet-Serra com o Liam Neeson. Eles já tinham
uma química tão boa no set que o diretor sabia exatamente como explorar o lado
mais físico e protetor do ator.
·
Coreografia
de plano-sequência: Tem uma cena de luta
específica dentro de um dos vagões que foi filmada para parecer um único
plano-sequência (sem cortes). Ela exigiu dias de ensaio exaustivos para que os
dublês e os objetos do cenário quebrassem no tempo milimétrico.
Vale a pena assistir O Passageiro hoje em dia?
Mandando a real: vale muito a pena se você busca um
entretenimento de qualidade que não subestime sua inteligência, mas que também
não exija que você quebre a cabeça filosofando. Minha crítica sobre a obra é
bastante positiva dentro do gênero "thriller de ação de
confinamento".
O filme brilha ao usar o espaço limitado do trem para
criar uma atmosfera de paranoia. Todo mundo ali vira suspeito. O diretor sabe
usar a câmera para dar uma sensação de urgência, e o roteiro avança como uma
locomotiva desgovernada.
O ponto fraco talvez seja o terceiro ato, onde a
computação gráfica fica um pouco exagerada e o filme perde aquela pegada
realista e crua do início para virar um blockbuster de ação mais tradicional.
Mas, no geral, a jornada compensa. É um filme sobre um homem comum testando
seus limites para proteger quem ama, com ótimas coreografias de luta e um
mistério que te segura até o fim. Se você curte uma boa história de suspense
com adrenalina na dose certa, pode dar o play sem medo.
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