O Primeiro Homem (First Man)

 


Se você é fã de cinema espacial ou simplesmente curte uma boa história de superação humana, senta aí que hoje vamos trocar uma ideia sobre um dos filmes mais viscerais dos últimos anos: O Primeiro Homem (First Man). Lançado em 2018, esse longa traz uma perspectiva completamente diferente daquela visão romântica e heroica que costumamos ter da corrida espacial.

Aqui, o foco não é o brilho das estrelas, mas o peso do metal, o barulho ensurdecedor dos motores e o custo pessoal de se fazer história. Vamos destrinchar tudo sobre essa obra-prima?

Quem está por trás da direção e do elenco de O Primeiro Homem?

Para entender a força desse filme, a gente precisa olhar para quem comandou a máquina. A direção ficou nas mãos de Damien Chazelle, o cara que explodiu a mente de todo mundo com Whiplash e La La Land. Chazelle trouxe aquela mesma intensidade obsessiva dos seus filmes anteriores para o cockpit da NASA.

No papel principal, interpretando o lendário Neil Armstrong, temos Ryan Gosling. O cara entrega uma atuação cirúrgica, interpretando um Armstrong introspectivo, focado e que guarda as dores do mundo para si mesmo — um retrato muito fiel do homem real. Ao lado dele, Claire Foy dá um show como Janet Armstrong, a esposa que segura a barra em terra firme enquanto o marido arrisca a vida. O elenco de apoio ainda conta com nomes de peso como Jason Clarke, Kyle Chandler e Corey Stoll.

Onde o filme foi gravado e qual é a nota no IMDb?

Se você, assim como eu, valoriza a opinião do público geral antes de dar o play, vale saber que o filme ostenta uma nota 7.3 no IMDb. É uma pontuação muito sólida para um drama biográfico que foge do feijão com arroz dos blockbusters de Hollywood.

Sobre os bastidores, a maior parte das locações e filmagens aconteceu no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, especialmente nos arredores de Atlanta. Chazelle fez questão de usar o mínimo de tela verde possível. Eles construíram réplicas detalhadíssimas das cápsulas espaciais e usaram telas de LED gigantes com imagens reais do espaço para que os atores reagissem a um cenário de verdade. Isso traz um realismo brutal para as cenas.

Quais são as melhores curiosidades sobre os bastidores de First Man?

O processo de produção desse filme é um prato cheio para quem gosta de detalhes técnicos e histórias de bastidores. Separei três curiosidades que mostram o nível de dedicação da equipe:

·         Treinamento de astronauta real: Ryan Gosling e o restante do elenco que interpretava os astronautas passaram por um "mini acampamento" na própria NASA, conversando com sobreviventes da época e familiares para entender a rotina real dos pioneiros do espaço.

·         O som do perigo: O diretor de som usou gravações reais de testes de foguetes antigos e até o barulho de metais retorcidos para criar o design de áudio. Quando você assiste ao filme com um bom fone ou home theater, a sensação de que a nave vai se despedaçar é desesperadora.

·         Sem a bandeira? O filme gerou uma polêmica boba na época do lançamento porque não mostra o momento exato em que Armstrong finca a bandeira americana na Lua. Chazelle se defendeu dizendo que o foco do filme era a jornada pessoal e íntima de Neil, e não um manifesto político. A bandeira está lá no cenário, só não há o "clichê" do ato em si.

Qual é a minha crítica sincera sobre a obra?

Sendo bem direto: O Primeiro Homem é um filmaço, mas não é para todo mundo. Se você espera uma aventura espacial no estilo Star Wars ou até mesmo a grandiosidade de Interestelar, pode estranhar o ritmo. Este é um filme claustrofóbico e focado no drama humano.

O que mais me impressiona na obra é a capacidade de mostrar que a viagem à Lua não foi um passeio tecnológico perfeito, mas sim uma missão quase suicida, movida a base de tentativa, erro, suor e muitas perdas. A fotografia é granulada, a câmera treme o tempo todo dentro das naves e você sente o medo e a adrenalina dos personagens. É a história de um homem lidando com o luto e com a pressão esmagadora de liderar a maior jornada da humanidade. Um filme forte, silencioso em vários momentos, mas que bate pesado no peito. Se você ainda não viu, se faça esse favor.

 

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