Quem nunca olhou para uma estátua antiga e pensou, nem que seja por um segundo, no que aconteceria se ela ganhasse vida? Essa premissa simples, mas genial, foi o combustível para um dos filmes mais divertidos dos anos 2000. Se você cresceu nessa época ou simplesmente adora uma boa comédia de aventura para desligar a cabeça no fim de semana, sabe exatamente do que estou falando.
Estou falando de um
clássico moderno que misturou história, fantasia e um elenco de peso que
parecia estar se divertindo tanto quanto a gente assistindo. Pega a sua
lanterna e vem comigo relembrar essa jornada.
Do que se trata o
filme Uma Noite no Museu?
A história acompanha
Larry Daley, um cara comum, meio azarado e divorciado, que precisa urgentemente
de estabilidade para não perder a conexão com o filho. Ele aceita o emprego de
guarda noturno no Museu de História Natural de Nova York. O que parecia ser o
trabalho mais tedioso do mundo vira o maior caos da vida dele logo na primeira
noite: uma antiga placa egípcia faz com que todas as exibições ganhem vida
quando o sol se põe.
O filme, cujo título
original é Night at the Museum, chegou aos cinemas no ano de lançamento de 2006. Sob a direção certeira de Shawn Levy — que soube dosar muito bem o ritmo de
aventura e comédia —, a produção se tornou um sucesso estrondoso de bilheteria.
No site de cinéfilos mais famoso do mundo, a obra ostenta uma nota IMDB de 6.5/10, o que eu considero uma injustiça
para o nível de entretenimento e nostalgia que ela entrega.
O elenco é um show à
parte. Ben Stiller carrega o filme com aquele carisma de homem
comum superado pelas circunstâncias que ele faz como ninguém. Ao lado dele,
temos o lendário Robin
Williams interpretando um icônico Teddy Roosevelt, além de Owen Wilson como o caubói miniatura Jedediah e Steve Coogan como o general romano Octavius. A química
entre esses dois últimos, inclusive, rende as melhores piadas do filme.
Onde foi gravado o
filme Uma Noite no Museu?
Embora a trama se
passe no icônico Museu Americano de História Natural, localizado em
Manhattan, na cidade de Nova York, a mágica do cinema operou de forma um pouco
diferente nos bastidores. A maioria das cenas internas que vemos na tela não
foi filmada dentro do museu real por questões óbvias de preservação do acervo.
A produção construiu
um cenário gigantesco nos estúdios da Mammoth Studios em Burnaby, na Colúmbia
Britânica, Canadá. Esse set de filmagem era uma réplica detalhada e expandida
do museu nova-iorquino, projetada especificamente para aguentar as cenas de
ação, as correrias e, claro, os efeitos visuais dos animais gigantes circulando
pelos corredores. Ainda assim, as tomadas externas usaram a fachada real do
museu de Nova York, o que fez as visitas ao local dispararem após a estreia.
Quais são as maiores
curiosidades sobre os bastidores?
Uma produção desse
tamanho e com tantos animais digitais e dinossauros guarda ótimos segredos de
bastidores. Separei as que eu acho mais interessantes:
·
O macaco era um profissional: O carismático macaquinho-prego Dexter, que passa o filme
infernizando a vida do Larry, era na verdade uma macaca chamada Crystal. Ela é
uma das "atrizes" animais mais famosas de Hollywood e foi treinada
especificamente para dar tapas e roubar chaves.
·
Inspiração infantil: Muita gente não sabe, mas o filme é baseado em um livro
infantil ilustrado de 1993, escrito pelo autor croata Milan Trenc. O tom do
livro é um pouco mais simples, mas a essência da placa egípcia já estava lá.
·
A despedida dos veteranos: O filme conta com a participação de atores lendários
como Mickey Rooney e Dick Van Dyke interpretando os guardas antigos. Foi um dos
últimos grandes papéis de Rooney no cinema, trazendo um peso de Hollywood
clássica para a comédia.
Qual é a minha
opinião sincera sobre a obra?
Olhando para trás,
Uma Noite no Museu é o tipo de filme que não tenta ser mais inteligente do que
precisa. Ele entrega exatamente o que promete: uma aventura descompromissada,
com efeitos visuais que envelheceram muito bem para a época e piadas que
funcionam tanto para um garoto de dez anos quanto para um marmanjo de trinta.
A dinâmica de Larry
tentando se provar como um pai responsável e uma figura de respeito em meio ao
caos traz um coração para a história que muitos blockbusters atuais esquecem de
incluir. A presença de Robin Williams traz um tom melancólico e reconfortante
hoje em dia, funcionando como a bússola moral do filme. É uma comédia robusta,
com um ritmo acelerado que não te deixa entediar e que, no fim das contas,
desperta aquela vontade genuína de ir a um museu no dia seguinte. Um clássico
da Sessão da Tarde que merece respeito.
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