O Vingador do Futuro (Total Recall)

 

Se você curte uma boa ficção científica com muita correria, explosões e aquela pegada futurista distópica, com certeza já se deparou com O Vingador do Futuro (título original: Total Recall). Lançado no ano de 2012, esse longa chegou com a responsabilidade gigante de reatar a história que marcou os anos 90 com Arnold Schwarzenegger, mas trazendo uma roupagem totalmente nova, mais tecnológica e focada no puro suco da ação moderna.

Lembro que quando decidi assistir a essa versão no cinema, fui esperando ver Marte e alienígenas, mas o diretor Len Wiseman decidiu seguir um caminho bem diferente. Ele apostou em uma Terra devastada pela guerra química, dividida entre duas únicas frentes: a Federação Unida da Bretanha e a Colônia (onde a classe trabalhadora vive espremida). É um cenário cinzento, chuvoso e claustrofóbico que dita o ritmo frenético do filme do início ao fim.

Quem faz parte do elenco de O Vingador do Futuro de 2012?

Para aguentar o tranco de um filme que quase não te deixa respirar, o elenco precisava ser de peso. O papel do protagonista Douglas Quaid (que depois descobre ser o agente Carl Hauser) ficou nas mãos de Colin Farrell. Ele entrega um herói bem mais vulnerável e confuso do que a montanha de músculos do Schwarzenegger, o que eu, particularmente, acho que funcionou muito bem para a proposta mais realista do longa.

Do lado das mulheres que comandam a ação, temos a espetacular Kate Beckinsale como Lori, a falsa esposa de Quaid. Ela assume um papel de vilã implacável, saindo na mão e dando um trabalho danado para o herói. Para equilibrar, Jessica Biel vive Melina, a verdadeira parceira de Quaid na resistência. O elenco ainda conta com participações de caras cascudos como Bryan Cranston (o eterno Walter White) vivendo o grande vilão Cohaagen, e John Cho como o vendedor da Rekall.

Onde foi gravado o filme O Vingador do Futuro?

Embora o visual do filme abuse de efeitos visuais digitais para criar aquela imensidão de prédios flutuantes e viadutos magnéticos sobrepostos, a principal locação das filmagens reais foi a cidade de Toronto, no Canadá.

A produção utilizou os palcos do Pinewood Toronto Studios para erguer os cenários colossais da Colônia e da Federação. Algumas cenas externas de perseguição também foram rodadas em pontos conhecidos da cidade canadense, como a Universidade de Toronto e a estação de metrô Lower Bay. Toda aquela atmosfera chuvosa e sombria, que lembra bastante o clássico Blade Runner, foi construída misturando a arquitetura real canadense com toneladas de computação gráfica de ponta.

Quais são as melhores curiosidades sobre a produção de 2012?

Fiquei sabendo de alguns bastidores bem legais sobre essa produção que mostram o tamanho do desafio que foi tirar o projeto do papel. Separei as curiosidades mais marcantes:

·         De volta às origens (mas nem tanto): Ao contrário do filme de 1990, a versão de 2012 decidiu ser mais fiel ao conto original do escritor Philip K. Dick, We Can Remember It for You Wholesale. Por isso, a trama se passa inteiramente na Terra e não tem nenhuma viagem para Marte.

·         A famosa mulher de três seios: Mesmo sem Marte, o diretor não resistiu e manteve uma das referências mais icônicas do filme original. A personagem mutante aparece exatamente na mesma situação, arrancando sorrisos nostálgicos de quem assistiu ao clássico antigo.

·         Esposa durona: Kate Beckinsale, que interpreta a grande pedra no sapato do protagonista, era casada com o diretor Len Wiseman na época das filmagens. Imagina a DR do casal na hora de planejar as cenas onde ela tenta quebrar o Colin Farrell ao meio!

·         O "The Fall": O elevador gravitacional gigante que atravessa o centro da Terra para ligar os dois lados do planeta foi uma das ideias mais ousadas de design do filme. Visualmente, a cena da inversão da gravidade no meio do trajeto é animal.

Vale a pena assistir? Confira a minha crítica do filme

Se você busca uma obra filosófica profunda sobre a crise de identidade humana, talvez saia um pouco decepcionado. Mas se o seu objetivo é sentar no sofá, abrir uma cerveja gelada e curtir duas horas de tiroteio coreografado, perseguições de naves em alta velocidade e muita pancadaria bem feita, esse filme entrega o que promete.

O grande mérito aqui é o ritmo. O design de produção da Colônia é fantástico, lembrando uma favela vertical tecnológica asiática. Colin Farrell convence no papel do trabalhador comum que descobre habilidades de combate brutais do nada. O problema principal é que o roteiro se perde um pouco no terceiro ato, deixando de lado a dúvida se tudo aquilo é real ou apenas uma memória implantada na Rekall — algo que o filme original fazia com maestria. No final das contas, o filme acabou ficando com uma nota de 6.2 no IMDb, o que reflete bem o que ele é: um passatempo honesto e muito divertido para o seu fim de semana.

 

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