Se
você é fã de um bom filme de ação da velha guarda, com homens de palavra, socos
pesados e tramas militares de bastidores, provavelmente já topou com essa obra
nas suas andanças pelas plataformas de streaming. Hoje eu quero conversar com
você sobre um filme que divide opiniões, mas que, na minha visão, entrega
exatamente o que promete: Os Especialistas.
Sabe aquele tipo de longa que você assiste no fim de
semana para relaxar, mas que ainda assim te faz prestar atenção na complexidade
da história? É bem por aí. Vamos descer aos detalhes desse thriller de
espionagem e pancadaria.
Qual é a história por trás de Os Especialistas?
Lançado nos cinemas no ano de lançamento de 2011,
o longa traz o título original de Killer Elite. A trama nos joga
direto no submundo dos mercenários e das operações secretas da década de 1980.
Eu gosto como o roteiro se apoia no livro The Feather Men, de
Sir Ranulph Fiennes, que jura de pé junto que a história é baseada em fatos
reais — embora o serviço secreto britânico conteste isso até hoje.
Na história, Danny Bryce é um matador de aluguel
aposentado que se vê obrigado a voltar à ativa. O motivo? Seu mentor e amigo
foi capturado por um sheik de Omã. Para libertá-lo, Danny precisa caçar e
eliminar os membros da temida unidade de elite britânica SAS (Special Air
Service), responsáveis pela morte dos filhos desse sheik. É aquela velha máxima
do "homem que faz de tudo para proteger os seus", um motor clássico
para uma boa narrativa de ação.
Quem comanda o elenco e a direção desse thriller?
O filme marca a estreia na direção de longas-metragens de
Gary McKendry, que
faz um trabalho honesto em equilibrar o drama político com a pancadaria franca.
Mas o que chama a atenção logo de cara é o peso dos nomes que aparecem no
pôster.
O protagonista é vivido por Jason Statham, o
careca mais casca-grossa de Hollywood, entregando aquela intensidade física que
a gente já conhece muito bem. Para bater de frente com ele, temos Clive Owen na pele
de Spike, um ex-membro do SAS encarregado de proteger seus antigos
companheiros. A dinâmica de gato e rato entre os dois é o ponto alto do filme.
E para fechar o trio de ferro, ninguém menos que Robert De Niro
aparece como Hunter, o mentor envelhecido, mas ainda letal, que serve de
estopim para a jornada de Danny. O elenco ainda conta com Dominic Purcell e
Yvonne Strahovski, fechando um time de respeito.
Onde o filme foi rodado e quais são suas curiosidades?
Uma coisa que eu acho fascinante no cinema é como as
locações nos enganam. Embora boa parte da trama se passe em Omã, Londres e
Paris, as filmagens aconteceram majoritariamente em Melbourne, na Austrália,
e em Cardiff, no País de Gales.
Se você prestar atenção, vai ver locais galeses como a Windsor Place se
passando por ruas londrinas dos anos 80 de forma bem convincente.
Falando em bastidores, existem algumas curiosidades bem
legais sobre a produção:
·
Statham
sem dublês: Como de costume, Jason
Statham dispensou os dublês na grande maioria das cenas de combate. A famosa
sequência em que ele está amarrado a uma cadeira e precisa saltar por uma
janela foi feita pelo próprio ator.
·
O
fator De Niro: Robert De Niro aceitou o
papel porque queria muito trabalhar com Statham, admirando a ética de trabalho
e a presença física do ator britânico no cinema de ação moderno.
·
Polêmica
militar: A Força Aérea Especial
britânica (SAS) nunca engoliu muito bem o livro original nem o filme, alegando
que a organização secreta britânica retratada como "vilã" de fundo
(os tais Feather Men) é pura ficção.
Vale a pena assistir? Minha crítica sincera sobre a obra
Olhando friamente para o panorama geral, o filme ostenta
uma nota IMDb de 6.4/10.
É uma pontuação justa. Não estamos falando de um clássico indicado ao Oscar,
mas sim de um entretenimento sólido para quem curte o gênero.
A minha crítica sobre a obra foca no equilíbrio. O filme
tenta ser duas coisas ao mesmo tempo: um suspense de espionagem inteligente e
um veículo de ação pura para o Statham quebrar ossos. Às vezes, o ritmo
desacelera um pouco tentando explicar a geopolítica dos anos 80, o que pode
cansar quem queria apenas ver os carros explodindo. No entanto, as coreografias
de luta são viscerais, sem cortes frenéticos excessivos, e o embate ideológico
entre os personagens de Statham e Owen — dois homens apenas cumprindo seus
deveres e códigos de honra — dá um peso extra que a maioria dos filmes de ação
genéricos não tem.
Se você busca uma produção com uma atmosfera cinzenta,
focada em lealdade, estratégia e combates mano a mano bem executados, Os Especialistas
merece uma chance na sua lista.
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