Confinado (Locked)

 

Sabe aquele tipo de filme que te prende na cadeira só pela premissa simples, mas sufocante? Pois é. Recentemente parei para assistir a uma produção que me deixou vidrado na tela, agoniado com o nível de tensão. Estou falando de Confinado, um suspense psicológico cirúrgico que mexe com um medo bem real: o de perder totalmente o controle da sua própria segurança.

Vou te contar como esse longa consegue transformar um espaço minúsculo em um verdadeiro inferno e se vale a pena separar um tempo no seu final de semana para assistir.

Qual é a história por trás de Confinado?

O filme acompanha a jornada de Eddie, um ladrãozinho de quinta categoria que só quer um último trabalho fácil para tentar dar um rumo na vida e ajudar a filha. O plano dele parece infalível quando ele encontra um SUV de extremo luxo, estacionado em um local isolado. A porta está aberta. Ele entra, rouba o que quer, mas, na hora de sair, as portas travam. Os vidros blindados não quebram, o som não sai e o isolamento térmico transforma o carro em um forno.

É aí que o jogo vira. Eddie descobre que não foi um azar. Ele caiu em uma armadilha meticulosamente preparada pelo dono do veículo, William, um homem enigmático que controla o SUV remotamente e decide torturar o invasor psicologicamente, agindo como um vigilante impiedoso.

Quem está no comando e no elenco desse thriller?

O grande trunfo aqui é ver a dinâmica entre os dois atores principais, que carregam a história nas costas. O diretor David Yarovesky (conhecido por seu trabalho em Brightburn: Filho das Trevas) conduz o longa mantendo a câmera fechada e sufocante. A produção ainda conta com o dedo de Sam Raimi, um mestre do suspense e terror, o que explica o ritmo tenso.

O elenco entrega exatamente o que a gente espera de um embate brutal:

·         Bill Skarsgård (Eddie): O cara é um camaleão. Depois de nos assombrar como o palhaço Pennywise em It e brilhar em Nosferatu, ele entrega um homem desesperado, claustrofóbico e vulnerável, que precisa usar cada gota de adrenalina para sobreviver.

·         Anthony Hopkins (William): O veterano dispensa apresentações. Ele passa boa parte do tempo jogando com o protagonista apenas pela voz, com aquela frieza calculada que nos remete instantaneamente aos seus papéis mais icônicos de psicopata. Ele transforma o dono do carro em um monstro frio e vingativo.

Onde o filme foi gravado e qual seu título original?

Se você quiser buscar o filme nos catálogos internacionais ou ler fóruns gringos sobre ele, o título original é Locked. Embora a trama se passe dentro do ambiente urbano americano, as locações reais de filmagem aconteceram em Vancouver, no Canadá, entre o final de 2023 e o início de 2024. A equipe conseguiu recriar a atmosfera cinzenta e isolada ideal para fazer o espectador se sentir tão preso quanto o próprio protagonista.

Lançado oficialmente nos cinemas e plataformas de streaming no início de 2025, o filme chegou com a promessa de ser um entretenimento rápido, direto ao ponto e sem enrolação, perfeito para quem curte tramas de sobrevivência urbana.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais que descobri pesquisando sobre a produção é que o papel principal de Eddie quase não ficou com Skarsgård. Originalmente, o ator escalado para protagonizar o filme ao lado de Anthony Hopkins era Glen Powell (de Top Gun: Maverick). No entanto, por conflitos de agenda, ele precisou deixar o projeto, abrindo espaço para a atuação física e visceral de Bill.

Outro detalhe animal é o veículo utilizado. O SUV do filme não é um modelo comum de linha; a produção utilizou um "Dolus", um veículo personalizado baseado no clássico design do Land Rover Defender, modificado para parecer uma fortaleza tecnológica indestrutível e futurista. Além disso, Locked é, na verdade, um remake norte-americano do elogiado filme argentino 4x4, lançado em 2019, que segue exatamente a mesma premissa de justiça com as próprias mãos.

Vale a pena assistir? (Minha crítica sincera)

Olha, vamos direto ao ponto. No IMDb, o filme ostenta uma nota 5,7/10, o que reflete bem a divisão das opiniões. Na minha visão, se você entrar esperando uma obra-prima filosófica sobre a desigualdade social ou a criminalidade, vai quebrar a cara. O roteiro flerta com temas interessantes, como até onde vai o direito de um cidadão traumatizado fazer justiça sozinho, mas prefere focar no sadismo e no jogo de gato e rato.

O filme funciona muito bem como um thriller de sobrevivência cru. A atuação do Skarsgård te faz suar junto com ele, e a voz do Anthony Hopkins no sistema de som do carro é de dar calafrios. É um filme curto (cerca de 95 minutos), tenso e que cumpre o papel de prender a atenção do início ao fim, mesmo que o desfecho divida algumas opiniões por não arriscar tanto. Para uma noite de tédio, é uma pedida certeira para quem curte uma boa dose de adrenalina e claustrofobia.

Código Preto (Black Bag)

 

Sabe aquele tipo de filme que te pega pelo colarinho logo nos primeiros minutos e não te deixa desviar o olhar? Pois é. Eu estava procurando um bom thriller para assistir no fim de semana, algo que fugisse daquela mesmice de explosões exageradas e focasse no que realmente importa: tensão psicológica, diálogos afiados e um jogo de xadrez humano onde qualquer deslize é fatal. Foi aí que me deparei com Código Preto, uma obra que resgata o melhor do cinema de espionagem clássico, mas com uma roupagem moderna e crua. Se você curte uma narrativa madura, daquelas que respeitam a inteligência do espectador, precisa entender o impacto desse projeto.

Qual é a história por trás de Código Preto?

O título original é Black Bag, e a trama gira em torno de uma premissa que mexe com os nossos instintos mais básicos de confiança e traição. Imagina a situação: George Woodhouse é um experiente agente da inteligência britânica que recebe a missão de investigar uma lista de suspeitos de traição à pátria. Até aí, ossos do ofício. O problema explode quando ele descobre que um dos principais nomes na mira é ninguém menos que Kathryn, sua própria esposa, que também é uma agente lendária. É o tipo de conflito direto, focado na quebra de lealdade entre o dever profissional e o casamento, que dita o ritmo tenso de toda a projeção.

Quem comanda a direção e o elenco de peso?

Quem assina a direção é o icônico Steven Soderbergh. O cara é um mestre em transitar entre blockbusters estilosos (como a franquia Onze Homens e um Segredo) e thrillers cirúrgicos. O roteiro ficou nas mãos de David Koepp, o que explica a precisão milimétrica de cada cena. No elenco, a química entre Michael Fassbender (George) e Cate Blanchett (Kathryn) é magnética; eles entregam uma atuação madura, sem espaço para melodrama barato. Para fechar o time com chave de ouro, o filme ainda traz nomes como Regé-Jean Page, Marisa Abela, Naomie Harris e a lenda Pierce Brosnan, garantindo que cada personagem secundário tenha uma presença forte na tela.

Onde o filme foi rodado e quando estreou?

A atmosfera fria e calculista do longa não é por acaso. As locações principais se dividiram entre as ruas históricas de Londres e os tradicionais estúdios de Pinewood Studios, no Reino Unido. Essa escolha traz um ar britânico legítimo de espionagem raíz, com aquela névoa clássica e cenários urbanos imponentes. O longa teve seu lançamento oficial nos cinemas em março de 2025. No agregador de críticas mais famoso da internet, a nota IMDb estabilizou em 7.1/10, um reflexo bem sólido para um filme que divide opiniões justamente por não entregar respostas fáceis e preferir focar no suspense psicológico.

Quais são as melhores curiosidades sobre a produção?

Como um bom fã de cinema, eu sempre busco os bastidores, e Black Bag tem ótimas histórias. Uma das mais bacanas é que o filme promove um verdadeiro encontro de gerações do universo de James Bond: temos Naomie Harris (a eterna Moneypenny da era Daniel Craig) dividindo o set com o próprio Pierce Brosnan, um dos 007 mais marcantes da história. Além disso, essa é a segunda grande parceria entre Cate Blanchett e Soderbergh na direção — eles já haviam trabalhado juntos quase vinte anos antes em O Segredo de Berlim (2006). Outro detalhe técnico interessante é que o diretor, como de costume, operou ele mesmo as câmeras sob o pseudônimo de Peter Andrews, imprimindo seu estilo visual único em cada enquadramento.

Vale a pena assistir a esse thriller de espionagem?

A minha crítica sincera é: vale cada minuto. O filme se destaca por ser enxuto — tem cerca de 94 minutos —, direto ao ponto e sem gorduras. Soderbergh conduz a narrativa como um jogo de aparências onde o espectador tenta decifrar, junto com o protagonista, quem está falando a verdade. A abordagem é elegante, focada na inteligência e na frieza das ações, longe de ser um filme de ação descerebrado. É um prato cheio para quem gosta de personagens ambíguos, tramas de alta fidelidade e desfechos realistas. Se você busca um cinema bem feito, com o peso de grandes astros e uma direção impecável, pode dar o play sem medo.

 

Ainda Matamos à Moda Antiga (We Still Kill the Old Way)

 

Se você é do tipo que sente falta daquela época em que os problemas do cinema se resolviam no olho no olho — e, claro, com uma boa dose de pólvora —, senta aí. Hoje vamos resgatar uma daquelas pérolas que o streaming costuma deixar escondidas, mas que quem é fã de uma boa história de honra e vingança precisa conhecer: Ainda Matamos à Moda Antiga.

Pegue o seu café e vem comigo analisar por que esse filme merece um espaço na sua lista de próximas assistências.

Do que se trata Ainda Matamos à Moda Antiga?

Para entender o impacto da obra, a gente precisa voltar um pouco no tempo. Lançado originalmente no Reino Unido com o título de We Still Kill the Old Way, o filme chegou com os dois pés na porta trazendo uma pegada muito clara: o choque de gerações entre a velha guarda do crime organizado e os novos criminosos de rua, que não respeitam nada nem ninguém.

A trama acompanha Ritchie Archer, um gangster aposentado que retorna a Londres com um único objetivo: vingar a morte do seu irmão, que foi brutalmente assassinado por uma gangue juvenil implacável. O que esses garotos não esperavam é que a velha guarda não joga o jogo deles. Eles jogam pelas regras antigas, onde o respeito é conquistado na marra.

O filme se passa e foi gravado nas ruas cinzentas e industriais de Londres, na Inglaterra, o que dá todo aquele clima frio, urbano e tenso que a gente espera de um bom thriller britânico.

Quem está por trás e na frente das câmeras?

A direção ficou nas mãos de Sacha Bennett, que soube conduzir o ritmo da narrativa sem pressa, mas sem deixar a peteca cair nas cenas de ação. Ele consegue extrair aquela atmosfera de "filme de Berbigão" moderno, sabe? É direto ao ponto.

No elenco, temos veteranos que dão uma imponência absurda para os personagens. O protagonista é vivido por Ian Ogilvy, que entrega um Ritchie Archer absurdamente elegante, mas com um olhar que diz claramente que ele pode quebrar alguém ao meio se for preciso. Ao lado dele, nomes como Alison Doody, Christopher Ellison e James Cosmo (que você deve lembrar de Coração Valente ou Game of Thrones) completam o time dos cascudos.

Olhando para a recepção geral, o longa mantém uma nota de 5.9 no IMDb. Pode parecer uma nota mediana para os padrões de blockbusters, mas para o nicho de filmes de ação e crime independentes, ela reflete exatamente o que a obra entrega: um entretenimento honesto, sem firulas e que cumpre perfeitamente o seu papel.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais de saber sobre a produção é que o filme bebe diretamente da fonte dos clássicos de gângster britânicos dos anos 70 e 80, como Caçada na Noite (The Long Good Friday). A ideia do diretor era justamente homenagear os atores dessa era de ouro.

Além disso, o sucesso de público no mercado de home video e streaming foi tão positivo entre os órfãos desse estilo de cinema que o longa acabou ganhando uma sequência direta alguns anos depois, chamada We Still Steal the Old Way (onde eles decidem assaltar um banco, mantendo o mesmo espírito).

Outro ponto que chama a atenção é como a produção conseguiu usar o orçamento enxuto a seu favor, focando a narrativa na presença de tela dos veteranos e em diálogos afiados, em vez de depender de efeitos visuais caros.

Vale a pena assistir a esse filme hoje em dia?

Se você está procurando uma obra de arte conceitual para filosofar no final de semana, talvez não seja a melhor escolha. Mas se você, assim como eu, valoriza uma história bem contada sobre lealdade, o peso da idade e o bom e velho confronto direto, vale cada minuto.

Minha crítica sincera: o grande trunfo aqui é o carisma da velha guarda. É extremamente prazeroso ver aqueles senhores de terno sob medida, que parecem inofensivos em um primeiro olhar, mostrando para uma juventude arrogante o que realmente significa ter experiência de vida (e de combate). O roteiro não inventa a roda, a estrutura de vingança é aquela que a gente já conhece bem, mas a execução tem personalidade.

O ritmo é fluido, a fotografia em Londres ajuda a ditar o tom sombrio e o clímax entrega o que promete. É o tipo de filme ideal para abrir uma cerveja preta no sábado à noite, relaxar no sofá e curtir uma boa e justa revanche.

Chefes de Estado (Heads of State)

 

Se você curte aquele estilo de cinema que mistura pancadaria de primeira com piadas rápidas, pegue um café e senta aqui. Sabe aqueles dias em que a gente só quer desligar a cabeça depois de uma semana cheia, abrir uma cerveja ou passar um café forte e ver as coisas explodindo na tela com estilo? Pois é. Foi exatamente assim que eu decidi dar o play em Heads of State no Prime Video.

Eu já esperava uma boa dose de adrenalina, mas o que encontrei foi uma diversão pura que me lembrou muito a energia caótica e bem-humorada dos grandes clássicos de ação dos anos 90. Vamos trocar uma ideia sobre o que faz esse filme funcionar tão bem.

Do que se trata a história de Chefes de Estado?

O conceito aqui é direto e sem enrolação. Imagine que o Primeiro-Ministro do Reino Unido, Sam Clarke, e o recém-eleito Presidente dos Estados Unidos, Will Derringer, simplesmente não se suportam. Eles têm visões de mundo completamente opostas e chegam a bater boca publicamente em uma coletiva de imprensa. Para tentar abafar o climão e mostrar união global, as equipes decidem colocá-los juntos no mesmo avião rumo a uma reunião da OTAN.

É aí que o caldo entorna. Uma organização criminosa internacional liderada por um perigoso traficante de armas decide caçar os dois líderes mundiais. Sem poder confiar em quase ninguém do próprio círculo político, esses dois caras totalmente diferentes precisam deixar o ego de lado e se unir na base do soco, do tiro e de muito improviso para salvar a própria pele e o resto do mundo livre.

Quem são as mentes e os rostos por trás da ação?

O filme, cujo título original é exatamente Heads of State, chegou ao streaming em julho de 2025 e conta com uma direção de peso para quem gosta de ritmo acelerado. Quem comanda as câmeras é Ilya Naishuller, o mesmo diretor que entregou o excelente Anônimo (Nobody) e aquela loucura em primeira pessoa chamada Hardcore: Missão Extrema. O cara sabe filmar uma sequência de combate como poucos hoje em dia.

No elenco, a química funciona perfeitamente. Temos Idris Elba como o Primeiro-Ministro britânico, trazendo aquela imponência e classe de sempre, e John Cena na pele do Presidente americano — que, curiosamente na trama, é um ex-astro de filmes de ação. Ver os dois dividindo a tela é o ponto alto da obra. Completando o time principal, Priyanka Chopra Jonas brilha muito como Noel, uma agente do MI6 durona que resolve metade dos problemas, além de ótimas participações de Jack Quaid e Carla Gugino. No agregador de notas IMDb, o longa se consolidou com uma média flutuando na casa dos 6.2, o que reflete bem a sua proposta: um passatempo honesto e muito bem executado.

Onde o filme foi gravado e quais são os cenários?

Visualmente, a produção não economizou nas locações e isso dá um escopo enorme para a narrativa. A jornada começa a esquentar em Londres, na Inglaterra, mas logo se transforma em uma perseguição internacional de ritmo frenético.

A equipe de produção rodou cenas importantes em Liverpool, passou pelo charme clássico de Trieste, na Itália, e trouxe um clima mais rústico e tenso gravando em Belgrado, na Sérvia. Essas paisagens europeias, misturando ruelas históricas, ferrovias e galpões industriais, dão o palco perfeito para o diretor Ilya Naishuller soltar seus dublês e abusar de capotamentos e coreografias de combate corporal.

Quais são as melhores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais de saber é que essa parceria entre Idris Elba e John Cena não nasceu do nada. Os dois já haviam trabalhado juntos e mostrado uma sintonia fina em O Esquadrão Suicida (2021). A amizade deles nos bastidores foi o que motivou a produção a criar um projeto focado inteiramente nessa dinâmica de "dupla incompatível".

Outro detalhe bacana é o papel de Priyanka Chopra Jonas. Ela mergulhou tanto nas cenas de coreografia que dispensou os dublês em vários momentos de combate corpo a corpo, entregando uma das personagens mais viscerais do filme. E para os mais atentos, o próprio diretor Ilya Naishuller faz uma daquelas pequenas aparições especiais (cameo) durante a correria na Polônia, interpretando um policial local.

Vale a pena assistir a essa produção?

Sendo bem direto com você: vale muito a pena se você souber o que está procurando. Minha crítica sobre a obra é bastante positiva dentro do que ela se propõe a ser. Não espere um roteiro cheio de nós políticos profundos ou reviravoltas que vão explodir sua mente. A trama é simples e usa os clichês do gênero a seu favor.

O grande trunfo aqui é a execução da ação combinada com o humor físico. John Cena entrega um timing de comédia excelente, abraçando a galhofa de ser um presidente bombado e bom de briga, enquanto Idris Elba equilibra o tom com seu estilo mais sério e irônico. Os tiroteios são nítidos, a edição é ágil e o filme entrega exatamente os 113 minutos de entretenimento leve e empolgante que promete no trailer. Se a ideia é relaxar e curtir uma boa pancadaria com os amigos, pode dar o play sem medo.