Se
você curte uma boa ficção científica de ação, daquelas para desligar a mente no
fim de semana, provavelmente já cruzou com Invasão Cósmica no
catálogo do streaming. O filme promete uma jornada explosiva pelo espaço, com
direito a armaduras pesadas, armas laser e alienígenas hostis. No papel, a
premissa é um prato cheio para quem gosta de ficção militar, mas a execução
divide opiniões.
Eu decidi dar o play para ver o que essa produção
entregava. Afinal, a combinação de ficção científica espacial com nomes de peso
do cinema de ação sempre chama a atenção de quem acompanha o gênero.
Do que se trata a história de Invasão Cósmica?
A trama nos joga no ano de 2524, quatro séculos após os
humanos começarem a colonizar os planetas mais distantes. O gatilho da história
acontece quando uma sociedade alienígena hostil ataca uma dessas colônias
humanas. Para conter a ameaça antes que seja tarde demais, um grupo de soldados
de elite é convocado para uma missão de contra-ataque preventivo.
O plano é usar uma tecnologia de salto quântico para
interceptar os invasores antes que eles cheguem à Terra. Para liderar essa
operação de alto risco, eles trazem de volta à ativa o general James Ford, um
militar reformado e com um histórico complicado. A missão é clara: eliminar o
perigo alienígena a qualquer custo, mesmo que isso signifique cruzar algumas
linhas morais no processo.
Quem está por trás e no elenco desse filme?
O filme foi lançado oficialmente em 2021 sob o título
original de Cosmic Sin. A
direção e o roteiro ficaram nas mãos de Edward Drake, que
tentou criar uma atmosfera de ficção militar focada no combate direto e no peso
das decisões dos personagens.
No elenco, o grande chamariz é a dupla de protagonistas.
Temos Bruce Willis
interpretando o durão general James Ford, e Frank Grillo
(conhecido por Capitão América: O Soldado
Invernal e Uma Noite de Crime) no papel do
general Eron Ryle. Além deles, o elenco conta com Brandon Thomas Lee, Corey
Large, Perrey Reeves e a ex-lutadora da WWE, C.J. Perry (Lana).
Para quem gosta de saber os bastidores de produção, as locações
das filmagens aconteceram no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, com
estúdios e locações externas na cidade de Norcross e arredores de Atlanta.
Quais são as principais curiosidades de Cosmic Sin?
Produzir um longa de ficção científica independente
sempre rende boas histórias de bastidores, e com este não foi diferente.
Separando o que aconteceu por trás das câmeras, aqui estão os fatos mais
marcantes:
·
Tempo
recorde de filmagem: O diretor Edward
Drake revelou em entrevistas que as gravações principais do longa foram
concluídas em apenas nove dias, um prazo curtíssimo para os padrões de
Hollywood, especialmente para um filme com tantos efeitos visuais.
·
Improvisos
no set: Devido ao cronograma apertado e
à interrupção das produções globais na época por conta da pandemia, o roteiro
precisou de adaptações rápidas, e o ator Luke Wilson, que estava cotado para o
projeto, acabou não participando.
·
A
fase de Bruce Willis: Este foi um dos
últimos projetos de ação que Bruce Willis filmou antes de anunciar publicamente
sua aposentadoria das telas devido ao diagnóstico de afasia, o que explica sua
postura mais contida em cena.
Vale a pena assistir? Confira a minha crítica sincera
Se olharmos para as plataformas de avaliação, o filme não
teve uma recepção calorosa: a nota no IMDb atualmente é de 2,5/10.
Mas vamos analisar a obra pelo que ela se propôs a ser dentro do cenário de
produções independentes.
O ponto forte do longa está no visual das armaduras e no
conceito da tecnologia militar futurista, que claramente bebe da fonte de
franquias famosas dos videogames como Halo e Mass Effect. Frank
Grillo entrega a energia habitual que se espera dele em papéis de liderança e
combate, garantindo os melhores momentos de ação do filme.
Por outro lado, o ritmo sofre com o orçamento limitado e
o tempo escasso de filmagem, deixando alguns cortes confusos e diálogos
expositivos demais. Bruce Willis entrega uma atuação bem econômica, sem a mesma
energia dos seus tempos áureos de Duro de Matar.
No fim das contas, Invasão Cósmica
funciona se você ajustar as suas expectativas. Ele não vai redefinir o gênero
da ficção científica e nem entregar a profundidade de um Interestelar, mas se
o seu objetivo for apenas acompanhar uma missão espacial descompromissada com
tiroteios laser, pode render uma distração honesta para uma noite de tédio.
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