O Dublê (The Fall Guy)

 

Se você é fã de um bom filme de ação que não se leva tão a sério, mas entrega tudo nas cenas de pancadaria e perseguição, senta aí que a gente precisa conversar sobre O Dublê (The Fall Guy). Sabe aquele tipo de filme que te faz querer tomar uma cerveja gelada enquanto assiste a carros capotando e explosões reais na tela? É exatamente essa a vibe aqui.

Eu assisti ao filme focado em ver como eles fariam essa homenagem aos heróis anônimos do cinema — os dublês — e saí do cinema completamente amarrado na história. Vou te contar tudo o que você precisa saber sobre essa produção, sem enrolação e direto ao ponto.

Do que se trata o filme O Dublê?

A história gira em torno de Colt Seavers, interpretado pelo sempre carismático Ryan Gosling. Colt é um dublê veterano que sofre um acidente grave e decide se afastar de Hollywood. O cara estava meio que vivendo nas sombras até que recebe um chamado irrecusável: o protagonista do maior filme de ficção científica do momento sumiu misteriosamente, e a diretora desse longa é ninguém menos que Jody Moreno (Emily Blunt), o grande amor da vida dele.

Colt aceita o trabalho em Sydney, na Austrália (que serve de locação lindíssima para o filme), achando que vai apenas fazer o que sabe de melhor: levar porrada e pular de prédios para reconquistar a garota. O problema é que ele acaba caindo em uma conspiração criminosa real nos bastidores. Aí a coisa esquenta. É uma mistura perfeita de comédia romântica com capotamentos insanos e uma baita vibe de investigação clássica.

Quem está por trás e na frente das câmeras?

Lançado nos cinemas em 2024, o filme tem uma assinatura pesada na direção: David Leitch. Se você não liga o nome à pessoa, o cara dirigiu Trem Bala e Deadpool 2, além de ter sido, vejam só, dublê do Brad Pitt por anos. Ou seja, o diretor sabia exatamente a realidade que estava retratando. Ele trouxe aquela ação raiz, onde você sente o peso de cada soco.

No elenco, a química entre Ryan Gosling e Emily Blunt carrega o filme nas costas. Eles são engraçados, rápidos nas respostas e funcionam muito bem juntos. Para fechar o time de peso, temos Aaron Taylor-Johnson fazendo o papel do astro de ação mimado (Tom Ryder), além de Hannah Waddingham e Stephanie Hsu que entregam ótimos momentos na trama. No IMDb, o filme sustenta uma nota sólida de 6,9, o que faz total justiça a um blockbuster feito para divertir o público do início ao fim.

Quais são as maiores curiosidades dos bastidores?

Uma das coisas mais legais de O Dublê é que ele é baseado em uma série de TV dos anos 80 de mesmo nome (no original, The Fall Guy). Mas o grande trunfo da produção de 2024 foi o foco em efeitos práticos. Em uma época onde tudo virou tela verde e computação gráfica, David Leitch fez questão de quebrar recordes no mundo real.

O dublê principal de Ryan Gosling no filme, Logan Holladay, entrou para o Guinness World Records durante as gravações. Ele conseguiu realizar nada menos que oito capotamentos e meio dentro de um carro (o famoso cannon roll) nas praias da Austrália. Ver isso na tela sabendo que aconteceu de verdade dá um gosto muito diferente para quem curte cinema de ação de verdade. Além disso, o próprio Gosling encarou algumas cenas de altura, mesmo revelando em entrevistas que tem um medo danado de cair.

Vale a pena assistir a O Dublê?

A minha crítica sincera sobre a obra é: vale cada minuto se você busca entretenimento puro e de qualidade. O filme não tenta inventar a roda ou ser um drama profundo para ganhar o Oscar. Ele é uma carta de amor ao cinema de ação dos anos 80 e 90, com aquela pegada de herói que apanha, sangra, faz piada e continua em frente por uma causa justa — e pela mulher que ama.

A edição é ágil, a trilha sonora é empolgante (com direito a muito rock clássico) e as coreografias de luta são viscerais, mas divertidas. O roteiro dá uma patinada leve no terceiro ato com algumas soluções exageradas, mas nada que estrague a experiência. No fim das contas, O Dublê entrega exatamente o que promete: uma jornada divertida, cheia de adrenalina, testosterona na medida certa e um respeito gigante pelos profissionais que arriscam a pele para que a gente se divirva no sofá. Se você ainda não viu, prepara a pipoca porque o play é garantido.

 


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