O Diabo de Cada Dia (The Devil all the Time)

 


Sabe aquele tipo de filme que te deixa digerindo o enredo por dias depois que os créditos sobem? Foi exatamente o que senti quando terminei de assistir a O Diabo de Cada Dia (The Devil All the Time, no título original). Lancei o play na Netflix sem esperar uma grande obra-prima, mas me deparei com um drama policial com toques de Gótico Sulista perturbador, denso e assustador. 

Lançado em 2020 e dirigido por Antonio Campos, o longa adapta o romance homônimo de Donald Ray Pollock (que, inclusive, narra a história no filme com uma voz grave marcante). No IMDb, o filme ostenta uma nota sólida de 6.5/10, o que reflete bem como ele divide opiniões: não é um entretenimento leve para um domingo à tarde, mas sim um estudo cru sobre a miséria humana, fé corrompida e violência hereditária. 

Qual é a história por trás desse cenário sombrio? 

A narrativa se desenrola entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o início dos anos 1960, intercalando a vida de vários personagens no interior de Ohio e da Virgínia Ocidental. No centro de tudo está Arvin Russell, interpretado por Tom Holland. O garoto carrega os traumas de um pai veterano de guerra, Willard Russell (Bill Skarsgård), que tentou salvar a esposa do câncer através de rituais religiosos cada vez mais extremos e macabros. 

Conforme Arvin cresce, o caminho dele se cruza com o de figuras cada vez piores:

·         Preston Teagardin (Robert Pattinson): Um pastor arrogante e sedutor que se aproveita da inocência de jovens da paróquia. 

·         Carl e Sandy Henderson (Jason Clarke e Riley Keough): Um casal de serial killers que roda pelas estradas fotografando e assassinando caroneiros. 

·         Lee Bodecker (Sebastian Stan): Um xorife corrupto que tenta esconder os podres da própria família enquanto mantém o controle da cidade. 

Por que o elenco e as locações fazem tanta diferença no resultado? 

O grande trunfo da produção é colocar atores acostumados a papéis de heróis em posições desconfortáveis. Ver o Tom Holland longe do tom bem-humorado do Homem-Aranha é impressionante; ele entrega um Arvin endurecido pela vida, focado em proteger os seus a qualquer custo. Já Robert Pattinson rouba a cena criando um vilão desprezível, marcado por um sotaque sulista carregado e uma postura cínica. O elenco ainda conta com Mia Wasikowska, Haley Bennett e Eliza Scanlen. 

Para dar vida a essa atmosfera sufocante, as gravações não aconteceram em estúdios fechados, mas sim em pequenas cidades do estado do Alabama (como Birmingham e Jacksonville). O ambiente rural, as estradas de terra isoladas e as igrejas de madeira abandonadas constroem um clima quase claustrofóbico. 

A trilha sonora original, composta por Danny Bensi e Saunder Jurriaans, usa cordas tensas e acordes incômodos para manter a pressão lá em cima. Isso se mistura com faixas clássicas de country e gospel das décadas de 40 e 50 — uma ironia afiada, já que a música sacra toca de fundo enquanto o horror do fanatismo acontece na tela. 

Quais são as melhores curiosidades e o histórico de prêmios do filme? 

Embora não tenha sido um grande campeão em premiações de prestígio como o Oscar, O Diabo de Cada Dia recebeu algumas indicações em premiações de cinema independente e associações de críticos, principalmente pelo elenco e pela maquiagem/caracterização. 

Alguns detalhes dos bastidores tornam a experiência ainda mais interessante:

·         Substituição de última hora: O papel do xerife Lee Bodecker seria originalmente de Chris Evans (o Capitão América). Devido a conflitos de agenda, Evans precisou deixar o projeto e indicou pessoalmente seu amigo Sebastian Stan para o papel. 

·         Trabalho de sotaque: Robert Pattinson trabalhou no sotaque do pastor Preston em total segredo. Ele se recusou a treinar o tom de voz com o preparador de elenco antes das filmagens e só revelou como falaria no primeiro dia de gravação no set. 

·         A voz do autor: O narrador que guia a história com um tom quase profético é o próprio Donald Ray Pollock, autor do livro que deu origem ao roteiro. 

Vale a pena assistir a essa jornada de violência e redenção? 

Minha análise direta: sim, vale muito a pena, desde que você saiba onde está pisando. O diretor Antonio Campos constrói uma engrenagem fria onde cada ação violenta do passado cobra seu preço no futuro. Não há alivio cômico ou soluções fáceis; o filme trata de escolhas difíceis, dever moral e o peso que um homem carrega para proteger quem ama em um mundo que parece abandonado por qualquer justiça divina. 

O ritmo pode soar um pouco lento para quem busca ação ininterrupta, mas a tensão constante e as atuações afiadas do elenco principal sustentam as duas horas e vinte de duração com facilidade. É um prato cheio para quem gosta de narrativas criminais pesadas e histórias sem filtro sobre a natureza humana.

A Morte do Demônio: A Ascensão (Evil Dead Rise)

 


Eu sempre fui apaixonado pelo gênero de terror, do tipo que curte ver a poeira subir quando uma franquia clássica resolve se reinventar sem pedir licença. Quando ouvi falar que a saga criada por Sam Raimi ganharia um novo capítulo, confesso que bateu aquela desconfiança. Mas o resultado na tela me pegou de jeito. Em A Morte do Demônio: A Ascensão (título original: Evil Dead Rise), o diretor Lee Cronin pega a essência do gore brutal e nos arremessa em um pesadelo urbano sem saída.
 

Lançado nos cinemas em 2023, o filme traz um visual cru e sustentou uma nota respeitável no IMDb (na casa de 6.5 a 6.7/10), o que é ótimo para o gênero. A produção mudou a clássica cabana na floresta para um prédio decadente em Los Angeles, criando uma sensação de claustrofobia física e visceral. Se você curte visceralidade de verdade e quer entender por que esse capítulo deu o que falar, vem comigo nessa análise.


Vale a pena assistir A Morte do Demônio: A Ascensão?

Se a sua ideia de cinema envolve sangue jorrando, tensão constante e uma boa dose de violência gráfica sem frescura, a resposta é um sim absoluto. A trama acompanha Beth (Lily Sullivan), uma técnica de som de bandas que viaja para visitar sua irmã mais velha, Ellie (Alyssa Sutherland), mãe solo de três filhos que mora num apartamento prestes a ser demolido. 

A dinâmica muda radicalmente quando um terremoto expõe uma sala secreta no subsolo do prédio. O filho de Ellie encontra um livro estranho encadernado em pele e alguns discos de vinil antigos com gravações de rituais. Quando o áudio é tocado, as entidades demoníacas conhecidas como Deadites entram em ação, e a mãe é a primeira a ser possuída. A partir daí, o que se vê é uma batalha desenfreada pela sobrevivência onde a estrutura familiar é estraçalhada sem piedade.

Como o diretor construiu essa atmosfera de pesadelo claustrofóbico?

A escolha de trocar os matos por um prédio condenado em Los Angeles foi uma tacada de mestre de Lee Cronin. O cara conseguiu manter a pegada das produções anteriores enquanto trazia um ar moderno e urbano para o caos. 

O elenco seguro sustenta o peso dramático e o horror puro:

·         Alyssa Sutherland (Ellie): Entregou uma das atuações de possessão mais perturbadoras dos últimos tempos. O trabalho corporal e as feições assustadoras dela impressionam. 

·         Lily Sullivan (Beth): A heroína pragmática que assume o protagonismo na marra. 

·         Morgan Davies, Gabrielle Echols e Nell Fisher: Os jovens que passam de uma rotina familiar comum para uma noite de pavor absoluto. 

Um detalhe interessante é a locação: embora a trama se passe nos Estados Unidos, a maior parte das filmagens aconteceu na Nova Zelândia. A trilha sonora composta por Stephen McKeon entra com dissonâncias de metais e ruídos industriais que deixam qualquer um com os nervos à flor da pele.

O que a crítica achou desse novo capítulo do horror?

Minha leitura da obra coincide muito com o consenso geral da crítica especializada. O filme não tenta ser um "horror intelectualizado" cheio de metáforas complexas. Ele entrega exatamente o que a franquia sempre prometeu: carnificina, tensão e um ritmo acelerado. 

O grande triunfo da direção foi equilibrar o gore chocante com a tensão psicológica. Ver uma mãe transformada em uma aberração caçando os próprios filhos traz uma camada desconfortável que eleva o nível da narrativa. O ritmo não desacelera no terceiro ato, culminando num clímax grotesco e memorável que utiliza muito bem elementos clássicos, como a serra elétrica e a lendária caminhonete Oldsmobile Delta 88 (que aparece aqui como uma sutil referência). O filme acumulou diversas indicações e prêmios em festivais de gênero e premiações de cinema de horror, consagrando Alyssa Sutherland como uma das maiores vilãs da década.

Quais são as melhores curiosidades sobre os bastidores da produção?

Filme de terror de verdade se faz com efeitos práticos, e aqui o trabalho da equipe de maquiagem e arte foi insano.

·         Volume de sangue cenográfico: A produção utilizou cerca de 6.500 litros de sangue cenográfico. O diretor revelou em entrevistas que a equipe teve que construir uma linha de produção especial para dar conta de todo o líquido vermelho usado no set. 

·         Cameo escondido: Bruce Campbell, o eterno Ash Williams da franquia original, não atua na tela, mas ele faz uma ponta de áudio imperceptível em um dos vinis antigos que aparecem na história. 

·         Lançamento alterado: Inicialmente, a ideia da distribuidora era lançar o longa direto em plataformas de streaming. Porém, as exibições de teste com o público foram tão intensas e positivas que o estúdio decidiu mandá-lo direto para os cinemas, faturando mais de 140 milhões de dólares mundialmente. 

Para quem curte uma experiência intensa, direta e sem enrolação, esse filme honra o legado da franquia e mostra como o horror prático bem feito ainda tem um impacto avassalador na tela.

Dupla Explosiva (The Hitman's Bodyguard)


Sabe aquele tipo de filme que você coloca despretensiosamente no fim de semana, achando que vai ser só mais uma comédia genérica, e acaba se divertindo do início ao fim? Foi exatamente o que rolou quando parei para assistir a Dupla Explosiva (The Hitman's Bodyguard). 

A trama acompanha Michael Bryce, um segurança de elite totalmente metódico e obcecado por controle que acaba caindo em desgraça. A vida dele vira um caos completo quando precisa aceitar uma missão quase suicida: escoltar Darius Kincaid, um dos assassinos de aluguel mais perigosos e debochados do planeta, até o Tribunal Penal Internacional para testemunhar contra um ditador cruel. O detalhe? Os dois se odeiam profundamente e tentaram se matar durante anos. 

Lançado nos cinemas em 2017, o longa traz um ritmo dinâmico que não deixa o espectador piscar. Na época em que fui conferir as opiniões gerais, vi que a nota no IMDb gira em torno de 6.9/10, o que faz total justiça ao humor rápido e às ótimas cenas de ação que a obra entrega.

Qual é o segredo do sucesso por trás desse elenco?

O grande trunfo da produção está no carisma absoluto de seus protagonistas. O australiano Patrick Hughes assume a direção e faz um trabalho impecável em dar espaço para a química pura entre Ryan Reynolds (que vive o engomado Michael Bryce) e Samuel L. Jackson (na pele do incontrolável Darius Kincaid). Reynolds entrega aquele tom sarcástico que domina com maestria, enquanto Jackson dá um espetáculo com sua gargalhada inconfundível e diálogos cheios de atitude. 

Completando o time principal, temos o brilhante Gary Oldman interpretando o vilão e ditador Vladislav Dukhovich, além de Salma Hayek, que rouba completamente a cena como Sonia, a esposa temperamental de Kincaid. O elenco de apoio ainda conta com nomes de peso como Élodie Yung e Richard E. Grant, garantindo peso dramático e cômico a cada esquina da narrativa.

Por onde passa essa perseguição insana?

A ambientação faz toda a diferença para o clima de corrida contra o tempo. A trama começa no Reino Unido, passa por cenários impressionantes da Bulgária e culmina em uma verdadeira maratona de destruição pelas ruas de Amsterdã e na região de Haia, na Holanda. 

As perseguições de carro, moto e lancha pelos canais de Amsterdã são um show à parte. A direção de arte e a fotografia souberam explorar muito bem o contraste entre a arquitetura clássica européia e os tiros de grosso calibre que rasgam a tela. 

Aliás, a trilha sonora instrumental composta por Atli Örvarsson casou perfeitamente com a seleção de faixas clássicas. Ouvir ícones como Hello, de Lionel Richie, e I Want to Know What Love Is, da banda Foreigner, no meio do tiroteio mais desenfreado dá um tom de galhofa e estilo que deixa tudo mais leve. Até o próprio Samuel L. Jackson solta a voz na faixa autorais Nobody Gets Out Alive no encerramento.

Quais bastidores e curiosidades deixam a história melhor?

Apesar de não ter saído como grande vencedor nas principais premiações do cinema — conquistando indicações pontuais em premiações focadas em dublês, comédia e entretenimento popular, como o People's Choice Awards e Golden Trailer Awards —, o longa faturou mais de 180 milhões de dólares mundialmente. 

Nos bastidores, o roteiro original escrito por Tom O'Connor era para ser um drama de ação extremamente sombrio e tenso. Porém, poucas semanas antes do início das filmagens, os produtores reescreveram o tom do projeto para transformar o filme em uma comédia escrachada de ação, aproveitando a veia cômica afiada de Reynolds e Jackson. 

Outro fato curioso é a icônica cena de luta dentro de uma loja de ferramentas em Amsterdã: grande parte da sequência com utensílios domésticos foi improvisada no set pela equipe de dublês e pelo próprio elenco principal.

Vale a pena assistir Dupla Explosiva hoje?

Certamente que sim. A obra resgata com perfeição o espírito das buddy cop movies dos anos 80 e 90, como A Arma Mortífera e 48 Horas, ajustando a fórmula para os dias atuais com muita piada rápida e pancadaria de primeira qualidade. 

A troca de farpas entre um sujeito engravatado que tenta planejar cada segundo da vida e um assassino filosofo que vive no puro improviso funciona do início ao fim. O filme não tenta redefinir a história do cinema e nem precisa disso; ele sabe exatamente o que o espectador procura em uma noite de sexta-feira: ação sem enrolação, tiradas ácidas, carros explodindo e duas horas de puro entretenimento. É pipoca na mão e diversão garantida.

O Guarda-Costas (The Bodyguard)

 


Sempre achei que filmes sobre proteção pessoal e dever profissional correm o risco de cair no clichê exagero do "macho invencível". Mas quando parei numa noite dessas para rever esse clássico dos anos 90, me peguei preso do começo ao fim. A história acerta em cheio ao colocar um profissional focado frente a frente com o caos do show business. É aquele tipo de produção que te faz pensar no valor da disciplina, no custo de manter a guarda alta e em como a presença certa no momento certo muda tudo.

Como nasceu o fenômeno O Guarda-Costas?

O projeto de O Guarda-Costas (título original: The Bodyguard) não surgiu do nada nos anos 90. O roteiro foi escrito nos anos 70 por Lawrence Kasdan e passou mais de uma década engavetado até que o próprio Kevin Costner resolvesse resgatar a ideia e bancar o filme. 

Lançado nos cinemas em 1992, sob a direção de Mick Jackson, o longa chegou como uma aposta de risco: juntar um dos maiores astros de Hollywood da época com uma gigante da música que nunca tinha atuado na vida, Whitney Houston. O resultado? Um sucesso de bilheteria que arrecadou mais de 400 milhões de dólares pelo mundo. Hoje, no IMDb, ele mantém uma nota sólida na casa dos 6.3/10, refletindo como se tornou um clássico cult querido pelo público, mesmo que a crítica da época tenha sido dura.

Quem está por trás dos personagens no elenco?

A química no elenco é a engrenagem que faz o suspense funcionar. De um lado, temos Frank Farmer, interpretado por Kevin Costner, um ex-agente do Serviço Secreto americano, extremamente metódico e frio na tomada de decisões. Do outro, Rachel Marron, vivida por Whitney Houston, uma popstar global que começa a receber ameaças de morte de um stalker misterioso. 

Completam o time nomes de peso como Gary Kemp (como o empresário Sy Spector), Bill Cobbs (o veterano Bill Devaney) e Ralph Waite (interpretando o pai de Frank). O legal é ver o contraste entre o estilo de vida espalhafatoso da cantora e a conduta discreta do segurança. Para dar o tom visual do filme, as gravações passaram por locações marcantes, como a mansão em Beverly Hills que serviu de casa para a protagonista e a famosa cabana na região montanhosa do Lago Tahoe, na Califórnia, onde o clímax da tensão acontece.

Por que a trilha sonora marcou tanto essa época?

Não dá para falar de The Bodyguard sem destacar o peso da música. A trilha sonora não é apenas um plano de fundo; ela impulsiona a narrativa e transformou o projeto em um gigante da indústria da música. 

Comandada por Whitney Houston, a coletânea trouxe o clássico "I Will Always Love You" (originalmente escrito por Dolly Parton), que explodiu no topo das paradas mundiais. A produção conquistou nada menos que três Grammy Awards, incluindo Álbum do Ano, além de receber duas indicações ao Oscar de Melhor Canção Original por "I Have Nothing" e "Run to You". Foi um marco que uniu cinema e música de uma forma que raramente se vê hoje.

Quais curiosidades e bastidores tornam o filme especial?

Quando a gente olha os bastidores, percebe por que o filme transmite tanta autenticidade no dia a dia da proteção VIP:

·         O corte de cabelo icônico: Kevin Costner fez questão de adotar um corte de cabelo estilo militar bem alinhado para o personagem Frank Farmer, buscando passar a imagem exata de um ex-agente treinado. 

·         A famosa cena do cartaz: A foto antológica onde o guarda-costas carrega a cantora no colo sob a chuva não traz Whitney Houston de verdade. No dia do clique, a atriz já tinha ido embora, e quem posou nos braços de Costner foi sua dublê de corpo. 

·         Sugestão do clássico: Foi o próprio Costner quem sugeriu que Whitney cantasse "I Will Always Love You" à capela na introdução da faixa, criando a abertura mais marcante da história da música pop. 

Vale a pena rever o longa nos dias de hoje?

Analisando a obra com o olhar de hoje, a crítica sobre o filme se divide, mas o apelo com o espectador continua intacto. A direção de Mick Jackson acerta em construir o ambiente de vigilância, a tensão psicológica de estar sempre um passo à frente do perigo e o respeito mútuo que nasce entre duas pessoas de mundos opostos. 

A figura do protagonista passa aquela ideia clássica de profissionalismo e honra: o cara que não se deixa levar pela emoção para não falhar na missão. O filme mistura suspense com drama na medida certa e entrega exatamente o que promete, sem enrolação. Se você procura um bom suspense noventista, focado na arte da proteção pessoal e com uma trilha inesquecível, a obra continua valendo cada minuto.