Deadpool 2

 


Se você é fã de um bom filme de ação que não se leva nem um pouco a sério, com certeza já passou algumas horas rindo e se impressionando com o mercenário mais desbocado da cultura pop. Eu me lembro perfeitamente de quando saí do cinema após assistir ao primeiro filme, pensando se eles conseguiriam repetir a dose sem perder a graça. Quando a sequência chegou, a expectativa estava lá no alto.

Hoje, quero bater um papo com você sobre Deadpool 2, uma obra que não apenas manteve o ritmo do seu antecessor, mas conseguiu expandir aquele universo de um jeito absurdamente caótico e divertido.

Como Deadpool 2 conseguiu manter o nível do primeiro filme?

Essa era a pergunta de um milhão de dólares na época. Lançado originalmente em 2018, o longa tinha a difícil missão de provar que a fórmula do humor ácido misturado com violência explícita ainda tinha fôlego. Sob o título original de Deadpool 2, o projeto tomou uma direção um pouco diferente nos bastidores, mas manteve a essência que a gente tanto curte.

Com uma respeitável nota de 7.7 no IMDb, o filme provou que sequências podem, sim, ser tão boas ou até melhores que os originais. A grande sacada aqui foi não tentar apenas repetir as piadas do primeiro, mas sim zoar o próprio conceito de fazer uma sequência de herói, quebrando a quarta parede o tempo todo e rindo da própria cara.

Quem faz parte do elenco e onde o filme foi gravado?

Para fazer essa engrenagem funcionar, o diretor David Leitch assumiu o comando da produção, trazendo toda a sua bagagem de cenas de ação coreografadas e dinâmicas que já conhecemos de outros trabalhos dele. No elenco, Ryan Reynolds entrega a sua alma ao papel principal, mostrando que nasceu para vestir esse uniforme vermelho.

Mas ele não estava sozinho. A dinâmica do grupo funciona muito bem graças a adições pesadas:

·         Josh Brolin como o implacável Cable, equilibrando a galhofa de Wade Wilson com uma vibe de durão de filme de ação dos anos 80.

·         Zazie Beetz brilhando como Domino, a mutante cuja habilidade é ter sorte (e que rende as melhores cenas de ação do longa).

·         Morena Baccarin retornando como Vanessa, o coração emocional da trama.

·         Julian Dennison como o jovem e problemático mutante Rusty (Firefist).

Toda essa história se passa visualmente em cenários incríveis. Embora a trama se passe no estado de Nova York e arredores, a principal locação de filmagem foi a região de Vancouver, no Canadá. Os campos da famosa Mansão X, por exemplo, foram gravados no belíssimo Hatley Castle, um local clássico que já apareceu em vários filmes dos Mutantes.

Quais são as melhores curiosidades dos bastidores de Deadpool 2?

Se tem uma coisa que torna esse filme ainda mais legal são as histórias por trás das câmeras. O clima de zoeira que vemos na tela realmente existia no set de filmagens.

Uma das maiores curiosidades envolve a rápida aparição do herói invisível Vanisher, membro da X-Force. Ele é eletrocutado em um fio de alta tensão e, por apenas alguns frames, seu rosto é revelado: ninguém menos que Brad Pitt. O astro aceitou fazer a ponta cobrando apenas um café entregue em mãos pelo próprio Ryan Reynolds.

Outro detalhe genial é que o próprio Ryan Reynolds faz a voz do Fanático (Juggernaut) no filme, além de ter ajudado a escrever o roteiro. E não dá para esquecer a trilha sonora dramática gravada por Celine Dion, que rendeu um clipe oficial hilário onde o Deadpool dança de salto alto ao lado da cantora.

Vale a pena assistir ou é só mais do mesmo?

Se você busca um filme para relaxar no fim de semana, abrir uma cerveja e dar boas risadas com cenas de luta muito bem feitas, a minha crítica é direta: Deadpool 2 é indispensável.

O grande mérito da produção é saber dosar o drama real da perda do protagonista com a mais pura palhaçada. A introdução da equipe X-Force é uma das sequências mais engraçadas e inesperadas do cinema de heróis recente, subvertendo completamente o que você espera de um grupo de elite.

Claro que o humor do Wade Wilson pode parecer um pouco exagerado para quem prefere algo mais sutil, mas a direção de David Leitch compensa qualquer excesso com pancadarias plásticas, tiros e perseguições de tirar o fôlego. É um filme honesto com sua proposta, feito de fã para fã, que respeita a inteligência de quem está assistindo enquanto chuta o balde do politicamente correto. Se você ainda não viu ou quer rever, vale cada minuto do seu tempo.

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