Se
você é fã de uma boa pancadaria com propósito e curte aquele clima de herói
comum que resolve as coisas do jeito mais prático possível, senta aí. Hoje eu
quero trocar uma ideia sobre uma das estreias de ação que mais chamaram a
atenção recentemente nos cinemas e no streaming: o filme Resgate Implacável,
cujo título original é A Working Man. Lançado no ano de 2025, essa produção
traz exatamente o que a gente procura quando quer desligar o cérebro após um
dia cheio de trabalho e ver a justiça ser feita à moda antiga.
Eu assisti ao filme com uma expectativa bem clara: queria
ver o bom e velho soco no queixo misturado com uma história de proteção
familiar. E posso dizer que a parceria de grandes nomes de Hollywood entregou
um prato cheio para quem gosta de um clima urbano, maduro e direto ao ponto.
Com uma nota média de 5.7 no IMDb, o longa divide
opiniões, mas cumpre com maestria o seu papel principal de divertir e prender a
atenção do começo ao fim.
Qual é a história por trás de Resgate Implacável?
A trama nos apresenta Levon Cade, um sujeito que decidiu
deixar para trás uma carreira militar pesada nas operações secretas (as famosas
black ops) para
viver uma rotina tranquila, ganhando a vida honestamente na construção civil em
Chicago. Ele só quer bater o seu cartão, cuidar da filha e ficar longe de
problemas. O roteiro é baseado no livro Levon's Trade,
escrito por Chuck Dixon, um autor consagrado nos quadrinhos por criar o vilão
Bane da franquia Batman.
O rumo das coisas muda quando a filha de seu chefe, uma
jovem que Levon considera como parte da própria família, é sequestrada por uma
rede impiedosa de traficantes de pessoas ligada à máfia russa. Diante do
desespero dos pais e da incompetência das autoridades locais, Levon se vê
obrigado a desenterrar as habilidades mortais que o tornaram uma lenda viva no
submundo militar. A partir daí, meu amigo, o que vemos é uma caçada implacável
onde o protagonista vai limpando o caminho até o covil dos criminosos.
Quem comanda e quem brilha no elenco do filme?
Se a premissa de um trabalhador durão resgatando alguém
te lembra o estilo clássico de cinema, faz todo sentido quando olhamos os
bastidores. O filme é dirigido por David Ayer, o mesmo
diretor de Corações de Ferro e Esquadrão Suicida,
conhecido por trazer uma atmosfera crua, realista e cheia de poeira para as
telas. Para melhorar, o roteiro foi coescrito por ninguém menos que Sylvester Stallone,
que originalmente planejava estrelar o projeto anos atrás, mas acabou passando
o bastão para a nova geração.
Quem assume o papel principal com toda a sua presença
física e carisma habitual é Jason Statham. Ele entrega
exatamente o que sabe fazer de melhor: um homem de poucas palavras e punhos
pesados. Ao lado dele, temos o excelente Michael Peña
interpretando o chefe de Levon e pai desesperado, injetando uma dose necessária
de drama e emoção à narrativa, e uma participação especial de David Harbour, que
rouba a cena sempre que aparece na tela.
Onde o filme foi gravado e quais são suas curiosidades?
A história se passa nas ruas cinzentas de Chicago e
arredores, incluindo a região de Joliet, no Illinois. No entanto, uma
curiosidade de bastidores muito interessante é que grande parte da locação e das
filmagens principais aconteceu na verdade no Reino Unido, em Londres e estúdios
britânicos, recriando perfeitamente aquele clima industrial, úmido e urbano dos
Estados Unidos que o diretor tanto gosta de explorar.
Outro fato curioso é que este filme marca o reencontro
rápido de Jason Statham com o diretor David Ayer logo após o sucesso estrondoso
de The Beekeeper: Rede de Vingança.
Mas se você espera piadinhas e frases de efeito irônicas, vai notar uma
diferença: o texto de Stallone e Ayer aqui é bem mais sério e direto, tratando
o tema do tráfico humano de forma sombria e com uma brutalidade realista nas
coreografias, deixando de lado o tom caricato de outras produções.
Vale a pena assistir? Minha crítica sincera sobre a obra
Na minha opinião, Resgate Implacável
entrega exatamente o que promete na capa. Não vá esperando um suspense
psicológico cheio de reviravoltas mirabolantes ou um drama indicado ao Oscar. O
filme funciona como um excelente retorno aos clássicos de ação dos anos 80 e
90, onde um homem sozinho bate de frente contra uma organização inteira para
fazer o que é certo.
A direção de David Ayer valoriza muito o trabalho manual,
o cenário das obras e a sujeira das ruas, o que dá um peso legal para o
personagem do Statham. As cenas de combate são viscerais e muito bem
coreografadas — o cara continua em plena forma física aos 57 anos. O ritmo dá
algumas tropeçadas no meio do caminho por colocar personagens e subtramas
demais da máfia russa, mas o clímax compensa com uma invasão de território de
tirar o fôlego. É o tipo de filme ideal para o fim de semana: abre uma cerveja
gelada, aumenta o som do home theater e aproveita a jornada.
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