X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)

 


Quando saí do cinema em 2016, preciso confessar que fiquei com uma sensação mista na cabeça. Depois do estrondoso sucesso de Dias de Um Futuro Esquecido, a expectativa para a sequência estava no teto. Nós, fãs de quadrinhos que crescemos acompanhando as grandes sagas dos mutantes, queríamos ver na telona toda a imponência do vilão mais temido do universo X-Men.

O filme entrega momentos épicos de ação, cenas visuais sensacionais e expande o universo mutante nos anos 80, mas também tropeça em decisões de roteiro que dividiram os fãs. Se você está querendo rever essa obra ou descobrir se vale a pena maratonar, reuni todos os detalhes técnicos, bastidores e a minha análise sincera sobre o longa.

Qual é a história e o contexto inicial de X-Men: Apocalipse?

Lançado nos cinemas em maio de 2016, com o título original de X-Men: Apocalypse, o filme marca o encerramento da trilogia que começou lá em Primeira Classe (2011) e passou por Dias de Um Futuro Esquecido (2014).

A trama nos leva para 1983. En Sabah Nur, também conhecido como Apocalipse, é considerado o primeiro e mais poderoso mutante da história. Após milhares de anos sepultado no Egito antigo, ele acorda em um mundo que considera fraco, desorganizado e perdido. O plano dele é simples e devastador: limpar a Terra e construir uma nova ordem onde apenas os fortes sobrevivem.

Para isso, ele reúne quatro seguidores conhecidos como os Cavaleiros do Apocalipse: Tempestade, Psylocke, Anjo e um Magneto devastado por perdas pessoais. Do outro lado, o Professor Charles Xavier e Mystique precisam liderar uma turma jovem e inexperiente de X-Men para tentar impedir o fim do mundo.

Quem está por trás das câmeras e no elenco principal?

A direção ficou novamente nas mãos de Bryan Singer, cineasta que praticamente moldou o universo dos mutantes na Fox desde o primeiro filme nos anos 2000.

No elenco, temos um time pesado que entrega ótimas atuações, com destaque para a química da trinca principal:

·         James McAvoy como Charles Xavier / Professor X

·         Michael Fassbender como Erik Lehnsherr / Magneto

·         Jennifer Lawrence como Raven / Mystique

·         Oscar Isaac no papel do vilão En Sabah Nur / Apocalipse

·         Nicholas Hoult como Hank McCoy / Fera

·         Evan Peters dando vida ao carismático Peter Maximoff / Mercúrio

·         Sophie Turner como a jovem Jean Grey

·         Tye Sheridan como Scott Summers / Ciclope

·         Alexandra Shipp como Ororo Munroe / Tempestade

·         Olivia Munn como Psylocke

Atualmente, o filme ostenta a nota 6,9 no IMDb, o que reflete bem como a recepção do público ficou exatamente na média entre a empolgação da ação e a desilusão com o ritmo.

Onde o filme foi gravado e como funciona a trilha sonora?

Mesmo se passando em locações como o Egito, Polônia e Alemanha Oriental, a maior parte das filmagens aconteceu em Montreal, no Canadá. A produção utilizou os estúdios do Mel’s Cité du Cinéma, construindo quase 60 cenários práticos para recriar a atmosfera oitentista e os monumentos egípcios. Lugares reais da região de Quebec serviram de base para as cenas do moinho de vento onde Magneto tentava viver uma vida pacata.

Na trilha sonora, o compositor John Ottman mandou muito bem ao equilibrar o tom sombrio e grandioso da orquestra com clássicos da cultura pop dos anos 80. A escolha de faixas da época dá uma energia massa ao filme.

O destaque absoluto fica para a cena da mansão ao som de "Sweet Dreams (Are Made of This)", do Eurythmics. O trabalho de edição de som e imagem nessa sequência em câmera lenta com o Mercúrio é uma verdadeira obra-prima visual.

Quais prêmios e curiosidades marcaram a produção?

Apesar de ter dividido a crítica especializada, a produção garantiu seu espaço na temporada de premiações voltada ao grande público. O longa recebeu indicações ao Saturn Awards (incluindo Melhor Filme Baseado em HQ e Melhor Direção) e ao Teen Choice Awards. Evan Peters foi indicado como Ladrão de Cenas por seu papel como Mercúrio, e Jennifer Lawrence levou o prêmio de Atriz Favorita no People's Choice Awards.

Entre as curiosidades mais legais do projeto, destacam-se:

·         O visual do vilão: Oscar Isaac passou por um processo brutal de maquiagem que levava até três horas por dia. O figurino era tão pesado e quente que usavam um sistema de refrigeração com água gelada sob a roupa nos intervalos para o ator aguentar o calor.

·         A cena da mansão: A sequência do Mercúrio durava poucos minutos na tela, mas levou cerca de um mês para ser gravada. Foram usadas câmeras de alta velocidade filmando a 3.000 quadros por segundo.

·         Participação especial: O filme traz uma rápida participação do Wolverine (Hugh Jackman) no complexo de Weapon X, em um momento que entrega exatamente a selvageria do personagem nos quadrinhos.

O que torna X-Men: Apocalipse um filme marcante, mas imperfeito?

Olhando para a obra como um todo, X-Men: Apocalipse entrega o entretenimento que se espera de um grande blockbuster de super-heróis. As cenas de destruição têm escala global, a evolução do arco do Magneto traz um peso dramático genuíno e ver a equipe clássica se formando no final com os trajes fiéis às HQs é de arrepiar qualquer fã.

Por outro lado, o filme sofre por tentar abraçar muitos personagens ao mesmo tempo. O próprio Apocalipse, embora interpretado por um ator sensacional como Oscar Isaac, acaba parecendo um vilão genérico de filme de ação em vários momentos, preso a discursos megalomaníacos sem tanta profundidade.

Se você busca uma diversão sem compromisso, com sequências de ação empolgantes e ótimos momentos individuais, X-Men: Apocalipse cumpre bem o seu papel dentro do universo da Fox. Não chega ao nível de excelência de Dias de Um Futuro Esquecido, mas garante duas horas e meia de pura nostalgia e pancadaria mutante.

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