A Chegada (Arrival)

 


Quando assisti a A Chegada (Arrival) pela primeira vez, fui esperando um filme clássico de invasão alienígena com explosões e naves destruindo cidades. O que encontrei, no entanto, foi uma das experiências mais profundas do cinema de ficção científica recente. Lançado em 2016 sob a direção magistral de Denis Villeneuve, o longa foge de todos os clichês do gênero para entregar uma história sobre inteligência, empatia e, acima de tudo, o poder da comunicação.
 

Do que trata a história de A Chegada? 

A trama começa quando doze naves espaciais misteriosas pousam em diferentes pontos da Terra. Sem saber se os visitantes vieram em paz ou para nos exterminar, o exército americano convoca a linguista Louise Banks, interpretada por Amy Adams, e o físico teórico Ian Donnelly, vivido por Jeremy Renner. No elenco, Forest Whitaker também se destaca no papel do coronel Weber. A missão da dupla é simples no papel, mas absurdamente complexa na prática: descobrir como se comunicar com os alienígenas e entender qual é a intenção deles no nosso planeta. 

Por que a atmosfera do filme impressiona tanto? 

Grande parte da tensão de A Chegada vem da ambientação impecável. As cenas das operações militares foram filmadas em paisagens abertas de Quebec, no Canadá, transmitindo um isolamento perturbador. Mas o grande toque de mestre está na trilha sonora composta pelo saudoso Jóhann Jóhannsson. Em vez de usar arranjos óbvios de ficção científica, ele criou sons graves, orgânicos e desconfortáveis que parecem vir de outra dimensão. A música faz você sentir o peso e o mistério de estar diante de algo totalmente fora da compreensão humana. 

Quais curiosidades e prêmios marcam essa produção? 

Com uma nota 7.9 no IMDb, o filme não passou despercebido pela crítica nem pelas premiações. A Chegada recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, levando a estatueta de Melhor Edição de Som. Uma curiosidade fascinante do bastidor é que a equipe criou uma linguagem alienígena completa do zero. Os linguistas do filme desenharam mais de cem logogramas circulares funcionais, permitindo que os atores realmente analisassem padrões reais nas gravações. 

Vale a pena assistir a essa obra-prima do cinema? 

Sem dúvida alguma. A Chegada é um filme inteligente, racional e emocional na medida certa. Ele troca o tiroteio pela reflexão: e se a nossa maior arma contra o desconhecido não for o exército, mas a capacidade de ouvir e compreender o outro? O final une todas as pontas com uma reviravolta sobre o tempo que faz você terminar a sessão em silêncio, processando tudo o que acabou de ver. Se você procura uma ficção científica adulta que realmente respeita a inteligência de quem assiste, coloque esse longa no topo da sua lista.

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