Sempre que eu sento para rever a saga do bruxinho mais famoso do cinema, percebo como Harry Potter e a Ordem da Fênix ocupa um lugar muito específico na minha memória.
Comandado pelo diretor David Yates, que assumiu a franquia aqui e não largou mais até o final, o filme
ostenta uma nota 7.5 no IMDb.
Qual
é o contexto inicial e como a história engrena em Harry Potter e Ordem da Fênix?
A história começa em um tom bastante denso. Harry está isolado na casa dos tios durante um verão quente e sufocante, lidando com o trauma brutal de ter visto Cedrico Diggory ser morto e testemunhado o retorno de Lord Voldemort. Para piorar, o Ministério da Magia, liderado pelo covarde Cornélio Fudge, se recusa categoricamente a aceitar que o Lord das Trevas voltou. O governo bruxo prefere iniciar uma campanha de difamação contra Harry e Alvo Dumbledore, tratando o garoto como mentiroso e desequilibrado.
É nesse cenário de desconfiança
que surge a Ordem da Fênix, uma sociedade secreta fundada por Dumbledore para
combater as forças das trevas à margem do governo. Enquanto isso, dentro de Hogwarts, Fudge impõe a presença da burocrata
Dolores Umbridge como nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas.
Quem
faz parte do elenco, da trilha e das locações marcantes?
No elenco, temos o
retorno do trio principal formado por Daniel Radcliffe (Harry Potter), Rupert Grint (Rony Weasley) e Emma Watson (Hermione Granger), todos visivelmente mais maduros na atuação.
A trilha sonora ficou sob a responsabilidade do compositor Nicholas Hooper, que substituiu Patrick Doyle. Hooper optou por uma sonoridade mais contida e melancólica, marcando época com o tema de Umbridge, uma melodia propositalmente infantil e irritante que traduz perfeitamente a falsa doçura da personagem.
Nas locações, a produção continuou utilizando os estúdios de Leavesden, na Inglaterra, mas expandiu bastante as gravações externas. A Escócia serviu de cenário para as paisagens montanhosas ao redor de Hogwarts e do Lago Negro. Locais icônicos de Londres também ganharam destaque, como a estação de metrô Westminster, a ponte Millennium Bridge e os arredores do rio Tamisa, por onde a Ordem voa de vassoura à noite em uma das cenas mais bacanas do primeiro ato.
Quais
são as curiosidades e os bastidores mais interessantes?
Adaptar este livro foi um desafio insano para o Roteirista Michael Goldenberg. O livro original tem quase novecentas páginas, mas o filme acabou se tornando o segundo mais curto de toda a franquia, com cerca de 138 minutos de duração. Várias tramas secundárias foram cortadas para focar o ritmo na pressão psicológica que Harry sofre.
Outro ponto marcante nos
bastidores foi o treinamento de coreografia de varinhas.
No quesito efeitos
visuais, o filme trouxe a criação digital dos Testrálios e a gigantesca sala
das profecias.
Como
a obra se saiu nas premiações e qual é a minha crítica final?
Em termos de recepção da
indústria, o longa fez um barulho enorme de bilheteria e faturou premiações de
público relevantes.
Analisando o filme como um todo, eu considero Ordem da Fênix um dos capítulos mais maduros e bem resolvidos da saga. David Yates conseguiu pegar um livro extenso e focar exatamente no núcleo emocional do protagonista: a sensação de solidão, o luto e o medo de estar se tornando parecido com o seu próprio inimigo.
O ritmo é ágil e a narrativa não
perde tempo com enrolações. O clímax no Ministério da Magia entrega uma das
sequências de ação mais bem executadas do cinema de fantasia, culminando no
duelo épico entre Dumbledore e Voldemort. A perda que Harry sofre no final é pesada e visceral, fechando a
história com a certeza de que os tempos de paz em Hogwarts acabaram para sempre.
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