Inimigo do Estado (Enemy of the State)

 


Qual é a história desse filmaço e por que ele continua atual?

Eu sempre fui fã de suspense policial com uma pegada de inteligência, e Inimigo do Estado (título original: Enemy of the State) é um dos meus favoritos do gênero. O filme foi lançado em 1998 e tem uma nota respeitável de 7,3 no IMDb, o que faz total justiça à qualidade da obra. 

A trama acompanha Robert Clayton Dean, interpretado pelo excelente Will Smith, um advogado de Washington D.C. que vê sua vida virar de cabeça para baixo do dia para a noite. Sem saber de nada, ele recebe um disco contendo a gravação do assassinato de um político influente, cometido por agentes de alto escalão da NSA (a Agência de Segurança Nacional americana). A partir daí, o governo mobiliza toda a sua tecnologia de ponta para destruir a reputação de Dean e recuperar o arquivo, forçando o cara a fugir para salvar a própria pele.

Quem está por trás da câmera e quem dá show no elenco?

A direção ficou nas mãos do mestre Tony Scott, mestre em criar aquele clima tenso de adrenalina e ritmo acelerado. Ele soube conduzir a história com uma maestria incrível, mantendo a gente grudado na cadeira do começo ao fim. As filmagens rolaram em locações reais como Baltimore, Maryland e a própria capital Washington D.C., o que deu um tom urbano e cru muito autêntico para as cenas de perseguição. 

No elenco, além de Will Smith no auge da carreira entregando um protagonista muito humano e desesperado, temos o veterano Gene Hackman brilhando como Brill, um ex-agente especialista em vigilância que vira o único aliado de Dean. O grupo de vilões também é de primeira, liderado por Jon Voight como o implacável executivo da NSA, além de aparições marcantes de atores como Regina King, Jack Black e Barry Pepper. Para fechar o pacote técnico, a trilha sonora eletrizante composta por Trevor Rabin e Harry Gregson-Williams dá o tom exato de urgência que a história pede.

Quais foram os prêmios e as melhores curiosidades dos bastidores?

Embora não tenha sido um campeão do Oscar, o filme se deu muito bem nas bilheterias mundiais e abocanhou indicações em premiações populares como o MTV Movie Awards e o Blockbuster Entertainment Awards, onde Will Smith e Gene Hackman foram reconhecidos pelas suas atuações. 

Uma das curiosidades mais legais sobre a produção é que a personagem de Gene Hackman é encarada por quase todo mundo como uma continuação não oficial do seu papel no clássico A Conversação (1974), de Francis Ford Coppola. Até o figurino e os equipamentos de escuta do personagem fazem referência a esse outro filme. Outro detalhe bacana é que a produção contratou consultores reais de segurança e inteligência para garantir que as engenhocas e métodos de espionagem mostrados na tela parecessem o mais realistas possível para a época.

Qual é o meu veredicto sobre o filme?

Olhando para o filme hoje, a crítica que ele faz à perda da privacidade e ao poder desmedido do Estado é quase profética. Tony Scott entregou um suspense eletrizante que não se apoia só em tiros e explosões, mas na inteligência dos personagens e na paranoia constante de estar sendo vigiado a cada passo. 

A dinâmica entre o personagem de Will Smith, que tenta resolver as coisas na raça para proteger a família, e o estilo pragmático do personagem de Gene Hackman funciona perfeitamente. É um entretenimento de alto nível, um cinema de ação inteligente que envelheceu como bom vinho e que eu sempre recomendo de olhos fechados para quem quer ver uma grande história de perseguição e conspiracão política.

 

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