Tron: O Legado (Tron: Legacy)

 

Assim que saiu no streaming, parei tudo para assistir a Tron: O Legado (Tron: Legacy). Era o ano de 2011 e a expectativa estava lá no alto. O filme original de 1982 já era um clássico cult absoluto, e reviver aquele universo quase três décadas depois parecia um tiro no escuro. Mas, quando você apaga a luz e aquela estética neon toma conta da TV, a experiência simplesmente te engole. 

Dirigido por Joseph Kosinski, o filme resgata a história de Sam Flynn, filho de Kevin Flynn, o criador da Grid. Quando Sam investiga um sinal vindo do antigo pleito de seu pai, acaba puxado para dentro do mesmo mundo digital onde seu pai ficou preso por anos. O elenco conta com Garrett Hedlund como Sam, Olivia Wilde no papel marcante de Quorra e o lendário Jeff Bridges retornando como Kevin Flynn. Com uma nota 6,8 no IMDb e rodado em grande parte em Vancouver, no Canadá, o filme entrega uma jornada visual e sonora que ficou gravada na minha memória.

Como esse clássico moderno começou sua jornada?

O contexto do lançamento em 2010 era de pura expectativa. A Disney queria atualizar a franquia para uma nova geração sem perder a essência do que fez o primeiro filme ser tão revolucionário. E eles não economizaram na ambição. O visual de Tron: O Legado foi pensado nos mínimos detalhes, usando tecnologia de captura facial e efeitos visuais que eram o topo do que existia na época. 

A ambientação na Grid é impecável. A sensação de imersão é tão forte que você quase se sente pilotando uma daquelas Lightcycles em alta velocidade pelas pistas digitais.

Por que a trilha sonora roubou o espetáculo?

Se existe um elemento que transforma esse filme em uma experiência memorável, é a música. A Disney tomou uma decisão de gênio ao chamar a dupla francesa Daft Punk para compor a trilha sonora original. Não foi só uma música de fundo: o som do Daft Punk é o próprio coração do filme. 

A mistura de sintetizadores futuristas com uma orquestra sinfônica completa cria uma atmosfera épica. A música dita o ritmo das batalhas de discos, das perseguições e dos momentos de introspecção. Para mim, é um dos melhores álbuns de trilha sonora da história do cinema recente.

Quais segredos e curiosidades marcam essa produção?

Uma das coisas mais legais por trás das câmeras envolve o próprio Jeff Bridges. Ele teve que interpretar duas versões de si mesmo: o Flynn veterano e o vilão CLU, um programa que mantinha a aparência jovem do ator no filme de 1982. Foi um dos primeiros grandes testes da tecnologia de rejuvenescimento digital no cinema. 

Outro fato marcante é que o Daft Punk não apenas fez a Trilha Sonora, mas também fez uma aparição especial no filme como os dois DJs mascarados na cena do clube do Castor. Além disso, a obra garantiu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Edição de Som, além de vencer premiações focadas em design de som e efeitos visuais no Saturn Awards.

Vale a pena assistir a essa obra hoje em dia?

Analisando o filme como um todo, Tron: O Legado é um espetáculo que envelheceu incrivelmente bem. A história em si segue uma estrutura bem tradicional de acerto de contas entre pai e filho e a busca por identidade, mas o estilo visual e a direção de arte elevam a obra a outro patamar. 

O ritmo é ágil, as cenas de ação têm peso e a estética sombria combinada com luzes neon virou referência para o gênero synthwave e cyberpunk na década seguinte. Se você busca um filme com estilo marcante, ação eletrizante e uma trilha sonora memorável, colocar esse longa na tela ainda é uma decisão certeira.

 

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