Jogos Vorazes: A Esperança Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1)

 

Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1

Confesso que, toda vez que falo sobre Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1, sinto aquele peso no peito que o filme tenta passar. Diferente dos dois primeiros, onde a gente via a ação frenética da arena, aqui o jogo mudou. O papo agora é guerra psicológica e política pura. O filme, lançado em 2014, pegou todo mundo de surpresa ao dividir o capítulo final em dois, e olha, a estratégia funcionou para dar profundidade ao caos.

O título original é The Hunger Games: Mockingjay - Part 1. Sob a direção de Francis Lawrence, que já tinha mostrado serviço em Em Chamas, a história sai das florestas tropicais e nos joga direto nos escombros do Distrito 13. Atualmente, o longa segura uma nota 6,6 no IMDb, o que eu acho um pouco injusto, porque a construção de tensão aqui é de primeira.

Quem faz parte do elenco de peso desse filme?

O que carrega esse filme, além da história, é o nível das atuações. A Jennifer Lawrence entrega uma Katniss Everdeen completamente quebrada, tentando entender seu papel como o "Tordo". Ao lado dela, temos o saudoso Philip Seymour Hoffman (uma das suas últimas e melhores aparições), Julianne Moore como a calculista Alma Coin, além de Liam Hemsworth, Woody Harrelson e Donald Sutherland como o gélido Presidente Snow. Ver essa galera em cena é aula de cinema.

Onde foram feitas as locações de A Esperança - Parte 1?

Para dar aquele ar de destruição real, a produção não economizou. Grande parte das cenas foi gravada nos Estúdios Pinewood, em Atlanta, mas o que chama a atenção são as locações externas na Europa. Eles usaram complexos de apartamentos em Noisy-le-Grand, perto de Paris, e aeroportos desativados em Berlim para criar aquela estética de cidades bombardeadas que a gente vê na tela. Não parece cenário de papelão, parece o fim do mundo mesmo.

Quais são as melhores curiosidades dos bastidores?

Tem muita coisa que rolou por trás das câmeras que deixa o filme ainda mais interessante. Por exemplo:

  • O sacrifício do cabelo: Jennifer Lawrence não queria estragar o cabelo dela com tintura pesada, então usou perucas caríssimas durante toda a filmagem.

  • Dedicação total: Liam Hemsworth revelou que passava fome de verdade antes de algumas cenas para parecer que o Gale estava realmente vivendo em um distrito em guerra.

  • Homenagem silenciosa: Como Philip Seymour Hoffman faleceu antes de terminar de gravar todas as suas cenas, o roteiro precisou de ajustes finos para que o personagem dele continuasse relevante sem precisar de computação gráfica pesada.

O que achei da crítica e da pegada da obra?

Minha visão sobre o filme é bem clara: ele não é para quem quer apenas ver gente lutando contra mutantes. É um filme sobre propaganda. A forma como a resistência usa a imagem da Katniss para inflamar os distritos é genial e assustadoramente atual.

A narrativa é mais lenta, sim, mas é necessária para sentirmos o desespero do Peeta (Josh Hutcherson) sendo usado pela Capital. O final, com aquela reviravolta no encontro dos dois, é de deixar qualquer um grudado na cadeira. Se você curte uma trama que foca mais na estratégia e no impacto emocional da guerra do que em explosões gratuitas, esse filme é um prato cheio. É o preparo perfeito para o grande final, mostrando que, às vezes, as palavras e as imagens são armas muito mais letais que uma flecha.




Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire)

 

Jogos Vorazes: Em Chamas

Cara, se tem uma franquia que soube elevar o nível conforme avançava, essa franquia é Jogos Vorazes. Lembro que em 2013, quando Em Chamas (Catching Fire) chegou aos cinemas, o clima de expectativa era absurdo. Eu já tinha curtido o primeiro, mas esse segundo capítulo trouxe uma pegada muito mais madura, política e, honestamente, bem mais tensa.

Qual é o contexto da história em Em Chamas?

Depois de vencerem a 74ª edição dos Jogos, Katniss Everdeen e Peeta Mellark tentam levar uma vida normal no Distrito 12. Mas a real é que o Presidente Snow não engoliu aquela história das amoras venenosas. O ato de rebeldia da Katniss acendeu uma faísca de revolta nos outros distritos e, para tentar apagar esse fogo, Snow organiza o Massacre Quaternário.

A ideia do vilão foi cruel: convocar antigos vencedores para lutarem entre si. Ou seja, Katniss e Peeta são jogados de volta em uma arena muito mais tecnológica e mortal. É aqui que a coisa fica séria. O filme para de ser apenas sobre sobrevivência individual e vira sobre o início de uma revolução.

Quem faz parte da ficha técnica do filme?

Dirigido por Francis Lawrence, que assumiu o posto e deu uma cara muito mais "pé no chão" e cinematográfica para a saga, o longa manteve o título original de The Hunger Games: Catching Fire. O roteiro ficou bem mais amarrado, explorando não só a arena, mas os bastidores do poder na Capital.

No elenco, a Jennifer Lawrence entrega tudo como Katniss, mas o brilho extra vem de nomes como Josh Hutcherson (Peeta), Liam Hemsworth (Gale), o mestre Donald Sutherland como Snow e a adição sensacional do Philip Seymour Hoffman como Plutarch Heavensbee. Além deles, tivemos o Sam Claflin como Finnick Odair, que virou um dos personagens favoritos de muita gente.

  • Ano de lançamento: 2013

  • Nota IMDb: 7.5/10 (uma das melhores avaliações da saga)

  • Locações: As filmagens rolaram em Atlanta (Geórgia) e as cenas paradisíacas (e mortais) da arena foram gravadas no Havaí.

Quais são as principais curiosidades de bastidores?

Uma coisa que eu acho animal nesse filme é que, diferente de muitas produções que usam tela verde para tudo, eles realmente foram para a selva. O calor no Havaí era bizarro, e o elenco sofria com a umidade e os insetos, o que ajudou a dar aquele ar de exaustão real nas cenas da arena.

Outro ponto curioso é que a Jennifer Lawrence chegou a ficar parcialmente surda de um ouvido por uma semana durante as gravações, por causa de uma infecção que pegou mergulhando na água cenográfica e por ter levado uma chicotada acidental de um jato d'água. Além disso, o figurino da Capital ficou ainda mais extravagante, usando peças de designers de alta costura para reforçar o contraste bizarro entre a riqueza deles e a miséria dos distritos.

O filme ainda vale a pena hoje em dia?

Sendo bem direto com você: vale muito. Minha crítica sobre a obra é que ela consegue fugir daquela "maldição da sequência", onde o segundo filme é só uma ponte para o final. Em Chamas é, para muitos, o melhor filme da franquia. Ele equilibra muito bem a ação bruta da arena com o suspense político.

A arena em formato de relógio é uma sacada de mestre e as reviravoltas no final me deixaram colado no sofá na primeira vez que assisti. Se você curte uma história que respeita a inteligência do espectador e não tem medo de mostrar as consequências psicológicas de um combate, esse filme é obrigatório. É cinema de entretenimento feito com substância, sem frescura e com muita qualidade técnica.