Sempre que me pego revisitando os filmes do Homem-Aranha, me vem uma certeza: a versão protagonizada por Andrew Garfield merecia ter tido uma sorte melhor.
Hoje, mantendo uma nota 6.6 no IMDb, o longa dirigido por Marc Webb é um prato cheio para quem gosta de analisar
o gênero de super-heróis. Vamos bater um papo sobre o que funcionou, o que
derrapou e por que essa obra continua tão marcante.
Como o filme foi
construído nos bastidores?
A direção continuou
nas mãos de Marc Webb, que já tinha demonstrado um ótimo timing para dinamismo
urbano e relacionamentos no primeiro filme. No elenco, Andrew Garfield vestiu o
uniforme do herói com uma leveza e um carisma impressionantes, dividindo a tela
com Emma Stone no papel de Gwen Stacy.
A lista de atores
ainda contou com Jamie Foxx interpretando Max Dillon (Electro), Dane DeHaan
como Harry Osborn (Duende Verde) e Paul Giamatti como Rhino.
Nas locações, a
produção fez questão de gravar integralmente no estado de Nova York. Ver Peter
Parker se balançando de verdade entre os arranha-céus de Manhattan dá um peso
visual que a computação gráfica pura simplesmente não consegue replicar.
E se a ação chama a atenção, o som faz um espetáculo à
parte. A trilha sonora foi composta pelo lendário Hans Zimmer em parceria com o grupo The Magnificent Six (que incluía nomes como Pharrell Williams e Johnny Marr).
Nas premiações, o
longa não buscou espaço no Oscar, mas fez barulho na cultura pop, garantindo
indicações no Saturn Awards e vitórias no Kids' Choice Awards e ASCAP Film and Television Music Awards pela trilha.
Quais curiosidades mudam nossa visão sobre a produção?
Olhar para trás e ver
o que aconteceu durante as filmagens revela muito sobre o resultado final.
Algumas curiosidades mostram o quanto esse filme foi um turbilhão:
·
A Mary Jane cortada: Shailene Woodley chegou a filmar cenas como Mary Jane
Watson. No entanto, o diretor preferiu focar 100% no arco de Gwen e Peter,
cortando a participação da atriz na edição final.
·
A dublagem de Andrew:
·
Planos para o futuro: O longa foi pensado como a pedra fundamental para um
universo expandido da Sony, que incluiria O Espetacular Homem-Aranha 3 e um filme focado no Sexteto Sinistro. Como a bilheteria não atingiu as
expectativas gigantescas do estúdio, os projetos foram engavetados.
Vale a pena assistir
a O Espetacular Homem-Aranha 2 hoje em dia?
Se você busca
diversão de alto nível e sequências de combate fluidas, a resposta é sim.
Andrew Garfield entregou o Homem-Aranha definitivo no quesito postura,
agilidade e piadas no meio da luta. A física da teia, a câmera acompanhando a
queda livre do herói e o peso de cada impacto são do mais alto nível.
O relacionamento
entre Peter e Gwen continua sendo o coração pulsante da história. A conexão
entre Garfield e Stone é natural, o que faz com que o clímax do filme seja um
dos momentos mais marcantes e impactantes de todas as adaptações de quadrinhos para
o cinema.
O ponto fraco fica
por conta do excesso de tramas. Tentar introduzir a ganância da Oscorp, a
transformação do Electro, o drama de Harry Osborn e as pistas sobre o pai de
Peter ao mesmo tempo acabou deixando o ritmo truncado.
Qual é o legado definitivo
de Andrew Garfield como Homem-Aranha?
Embora o fechamento
da trilogia tenha sido cancelado na época, o tempo foi extremamente generoso
com esta obra. O carinho dos fãs pelo Peter Parker de Andrew Garfield acabou
sendo coroado anos depois em Homem-Aranha:
Sem Volta Para Casa, provando que a atuação do cara nunca foi o
problema.
O Espetacular Homem-Aranha 2 pode ter falhado ao tentar abraçar o mundo, mas acertou
em cheio no que realmente importa: mostrar a essência de um herói que, mesmo
quebrado por perdas brutais, nunca deixa de se levantar para proteger quem
precisa. É um filme imperfeito, com certeza, mas com um coração gigante.
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