Se você curte uma boa história de ação, com certeza já parou para acompanhar a jornada do mutante mais casca-grossa dos quadrinhos. Pensar no Logan é pensar em brigas de bar, garras de adamantium e uma fúria incontrolável.
Depois dos eventos
trágicos que rolaram na trilogia principal dos X-Men, encontramos um
protagonista quebrado, vivendo isolado nas florestas como um bicho ferido. Ele
carrega a culpa e o fantasma do seu grande amor, Jean Grey (Famke Janssen). É
nesse cenário de isolamento que surge o convite para ir ao Japão, onde um velho
conhecido da Segunda Guerra Mundial promete lhe dar o que ele mais deseja: o
fim da sua imortalidade. Com o título
original de The
Wolverine e atualmente ostentando uma nota IMDb de 6,7, o filme traz uma proposta diferente,
focada na honra, no sacrifício e no declínio físico de um guerreiro.
Qual é a verdadeira
história por trás de Wolverine: Imortal?
A trama nos puxa diretamente
para o submundo da Yakuza e dos clãs samurais. O diretor James Mangold — o mesmo cara que mais tarde nos
entregaria a obra-prima Logan
— optou por adaptar um arco clássico dos gibis dos anos 80, escrito por Chris
Claremont e Frank Miller.
A grande sacada aqui é tirar o herói da sua zona de
conforto e jogá-lo em uma cultura totalmente diferente, onde a força bruta não
dita todas as regras. O elenco conta com Hugh Jackman destilando carisma e uma forma física
impressionante no papel principal.
Onde o filme foi
gravado para garantir esse visual único?
Para entregar a
imersão que a narrativa exigia, a principal locação do longa foi a própria terra do sol nascente.
Boa parte das filmagens externas aconteceu no Japão, incluindo cenários
emblemáticos em Tóquio, como o templo Zojoji, e na belíssima Ilha de Omishima.
Esses ambientes reais
fazem toda a diferença na tela. Em vez daquela enxurrada de computação gráfica
e telas verdes que costumam engolir os filmes de super-heróis hoje em dia, aqui
você sente o peso das ruas movimentadas, a calmaria dos templos antigos e a
imponência da arquitetura japonesa. Isso dá uma textura realista e visceral
para cada cena de combate, nos fazendo acreditar que o Logan realmente está
pisando naquele território sagrado e perigoso.
Quais são as melhores
curiosidades sobre os bastidores da produção?
Produzir um longa
desse tamanho sempre rende boas histórias de bastidores. Separei as melhores
para você entender o nível de dedicação envolvido na obra:
·
Dieta extrema: Hugh Jackman levou a preparação física tão a sério que
chegou a fazer desidratação controlada por 36 horas antes das cenas sem camisa
para que seus músculos e veias ficassem saltados e perfeitamente definidos.
·
Outro diretor na jogada:
·
Influências do cinema clássico:
Vale a pena assistir?
Confira a nossa crítica da obra
O saldo de Wolverine: Imortal é muito positivo, principalmente
pelo respiro que ele dá ao gênero. Ver o herói perder temporariamente seu fator
de cura é excelente para aumentar a tensão. Cada corte, cada tiro e cada
pancada que ele leva passam a ter consequências reais. A sequência de ação em
cima do trem-bala japonês é espetacular e muito bem coreografada, prendendo a
atenção do início ao fim.
O único deslize real
fica por conta do terceiro ato. O filme vinha se sustentando muito bem como uma
trama de suspense e máfia japonesa baseada em combate de espadas, mas cede à
pressão dos clichês de Hollywood no final, jogando na nossa cara uma batalha
contra uma armadura de adamantium gigante que destoa um pouco do tom realista
construído até ali. Mesmo assim, a atuação impecável de Jackman e a condução
firme de Mangold garantem que este seja um dos capítulos mais maduros e
interessantes de toda a saga dos mutantes no cinema. Se você quer ver uma
jornada de redenção com ótimas lutas, o filme merece um espaço na sua tela.
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