Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy vol. 2)

 

Quando sentei para assistir Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2), no longínquo ano de 2017, a minha expectativa estava no teto. O primeiro filme tinha sido uma surpresa monumental, transformando um grupo de mercenários desconhecidos no coração do Universo Cinematográfico da Marvel. Assisti ao filme no cinema, e a energia da sala era palpável. Com uma nota sólida de 7.6 no IMDb, a sequência promete e entrega uma jornada emocional muito mais focada em família, ego e redenção, sem perder a pegada de comédia e ação espaço afora. 

O diretor e roteirista James Gunn voltou ao comando da nave com a missão difícil de superar o original. No elenco, Chris Pratt reprisa seu papel como Peter Quill (o Senhor das Estrelas), acompanhado por Zoë Saldaña (Gamora), Dave Bautista (Drax), Vin Diesel (dando voz ao adorável Baby Groot) e Bradley Cooper (como a voz do ácido Rocket). Além do grupo principal, o filme traz adições pesadas como Michael Rooker (Yondu), Karen Gillan (Nebulosa) e Kurt Russell interpretando Ego, o pai biológico de Quill. As filmagens aconteceram principalmente nos estúdios Pinewood Atlanta, na Geórgia, além de locações externas no estado norte-americano. 

A trilha sonora merece um capítulo à parte. Batizada de Awesome Mix Vol. 2, a seleção musical é a alma do longa. Com faixas clássicas como "Mr. Blue Sky" do Electric Light Orchestra, "The Chain" do Fleetwood Mac e "Father and Son" de Cat Stevens, a música não serve apenas de fundo, mas guia o ritmo do roteiro e intensifica o peso das cenas dramáticas. O filme também teve seu reconhecimento da indústria, sendo indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais por conta do trabalho impressionante de CGI, especialmente na criação do Baby Groot e nas batalhas espaciais.

Qual é a verdadeira história por trás de Guardiões da Galáxia Vol. 2?

Diferente do primeiro longa, que focava em unir a equipe e salvar a galáxia de uma ameaça iminente, o Vol. 2 é uma história intimista sobre paternidade e relações fraturadas. Logo após salvar o planeta Xandar, os Guardiões são contratados pela orgulhosa raça dos Soberanos para proteger baterias valiosas. O problema começa quando Rocket decide roubar algumas dessas baterias, fazendo com que uma frota inteira vá atrás deles. 

Durante a fuga, o grupo é resgatado por uma figura misteriosa que se revela ser Ego, um ser celestial e o pai biológico que Peter sempre procurou. Enquanto Peter viaja com Ego e Mantis para o planeta de seu pai para entender sua origem e poderes, Gamora, Drax e Rocket lidam com a ameaça dos Saqueadores e a fúria de Nebulosa. O miolo da trama gira em torno da grande revelação sobre quem Ego realmente é e até onde vai seu amor por Peter.

Quais curiosidades mudam a forma como vemos o filme?

Uma das maiores curiosidades dos bastidores envolve a escalação de Kurt Russell. Chris Pratt revelou que tremeu na base ao atuar ao lado de um dos seus maiores ídolos de infância. Além disso, a cena de abertura com o Baby Groot dançando enquanto o caos acontece ao fundo demorou quase dois anos para ser completamente animada. 

Outro detalhe marcante é a presença do mestre Stan Lee em uma de suas participações mais emblemáticas, onde ele aparece conversando com os Vigias em um asteroide, confirmando uma famosa teoria dos fãs de que ele interpretava o mesmo personagem em todos os filmes da Marvel.

Vale a pena assistir Guardiões da Galáxia Vol. 2?

Na minha visão, o filme funciona muito bem justamente porque não tenta fazer um "mais do mesmo" em escala gigante. Ele prefere olhar para dentro dos personagens. A dinâmica entre os Guardiões parece a de irmãos implicantes que fariam qualquer coisa um pelo outro. A evolução de Rocket, que esconde sua dor atrás do sarcasmo, e a relação entre Peter e Yondu trazem um peso emocional forte, culminando em um final que honestamente faz até o cara mais durão dar uma enxugada no olho. 

Os pontos altos são a comédia afiada, o visual psicodélico e a atuação memorável de Michael Rooker como Yondu, que rouba a cena e entrega o verdadeiro arco de paternidade da história. O único ponto fraco fica por conta do ritmo na parte intermediária, que perde um pouco de tração enquanto os personagens ficam divididos em núcleos separados.

Como o filme se conecta com o futuro da Marvel?

No encerramento da jornada, fica claro que a verdadeira família nem sempre é aquela com quem compartilhamos o mesmo sangue, mas sim aqueles que ficam ao nosso lado no tiroteio espacial. Guardiões da Galáxia Vol. 2 não é apenas uma grande aventura espacial com visual incrível e rock dos anos 70; é uma reflexão genuína sobre amadurecimento, perdão e os laços que escolhemos criar ao longo da vida. Uma obra essencial para entender a evolução do grupo antes dos eventos gigantescos de Guerra Infinita.

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