Ontem à noite resolvi rever Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World) no streaming. Estava querendo um filme direto ao ponto, com ação pesada, sem muita enrolação e com aquele humor pontual que o Universo Cinematográfico da Marvel entregava bem na Fase 2.
Lançado originalmente em 2013, o longa carrega atualmente uma nota de 6,8 no IMDb. Não é o título mais aclamado do estúdio, mas confesso que ele entrega um entretenimento honesto, principalmente na dinâmica entre irmãos e nos combates em escala cósmica.
Qual é a história por trás de Thor: O Mundo Sombrio?
A trama pega carona logo após os eventos do primeiro Os Vingadores. Thor precisa reestabelecer a ordem nos Nove Reinos, mas a paz dura pouco. Uma ameaça milenar ressurge: os Elfos Negros, liderados pelo soturno Malekith. O vilão busca recuperar o Éter, uma substância cósmica devastadora que acidentalmente infecta Jane Foster.
Para salvar o universo e a mulher que ama, o Deus do Trovão se vê forçado a tomar uma decisão arriscada e libertar Loki da prisão. É justamente no choque de personalidades entre o guerreiro honrado e o Deus da Trapaça que o filme ganha ritmo.
Quem deu vida a esse épico espacial?
O longa contou com a direção de Alan Taylor, conhecido por seu trabalho em episódios marcantes de Game of Thrones. Isso explica a estética mais medieval e crua que Asgard ganhou na sequência, afastando-se do visual excessivamente reluzente do primeiro longa.
O elenco de peso respondeu à altura:
· Chris Hemsworth como Thor, com a presença física e o carisma de sempre.
· Tom Hiddleston roubando todas as cenas como Loki.
· Natalie Portman retornando como a Dra. Jane Foster.
· Anthony Hopkins imponente como Odin.
· Christopher Eccleston sob pesada maquiagem na pele do vilão Malekith.
· Presenças marcantes de Idris Elba (Heimdall), Kat Dennings (Darcy) e Stellan Skarsgård (Dr. Selvig).
A produção gravou em locações reais como as paisagens vulcânicas e frias da Islândia para compor o reino desolado de Svartalfheim, além de passagens marcantes pela Greenwich histórica, em Londres. Tudo isso embalado por uma trilha sonora imponente de Brian Tyler, que trouxe uma pegada mais orquestral e encorpada às batalhas.
Quais curiosidades rondam a produção do filme?
Alguns bastidores e fatos chamam a atenção:
· O codinome usado durante as filmagens para evitar vazamentos foi Thursday Mourning (uma piada inteligente, já que "Thursday" vem do inglês antigo Thunor's Day, o Dia de Thor).
· Carter Burwell seria o compositor original, mas deixou o projeto por diferenças criativas com o estúdio antes da entrada de Brian Tyler.
· O filme recebeu indicações a prêmios expressivos de cinema de gênero, garantindo nomeações no Saturn Awards em categorias de Efeitos Visuais, Maquiagem e Figurino, além de Tom Hiddleston indicado a Melhor Ator Coadjuvante.
Vale a pena assistir no streaming hoje em dia?
Sendo direto: a crítica da época bateu forte no filme por conta do vilão Malekith, que realmente acaba sendo raso e genérico. Mas revendo hoje, a obra envelheceu bem em vários aspectos.
A
química entre Chris Hemsworth e Tom Hiddleston segura o filme nas costas. O tom de fantasia
espacial combinou com o personagem e a batalha final, aproveitando os portais
gravitacionais alinhados no meio de Londres, é bastante criativa. Não é a maior
obra-prima da Marvel, mas entrega exatamente o que promete: ação bruta de
qualidade, mitologia bem trabalhada e ótimas cenas de combate para relaxar no
fim do dia.
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