Thor: Ragnarok

 


Ontem à noite resolvi dar uma geral nas opções do streaming sem muita meta. Não sou daquela galera que maratona na ordem cronológica certinha do MCU; assisto ao que dá na telha no dia. Bati o olho em Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok, 2017) e decidi assistir. Que acerto. É incrível como esse filme consegue desligar o peso excessivo dos anteriores e entregar duas horas de puro entretenimento com pegada de comédia de ação.

Por que Thor Ragnarok mudou o tom do herói?

Antes deste longa, o Deus do Trovão parecia meio preso a um drama shakespeareano genérico que já não convencia tanto. Lançado em 2017, com nota 7.9 no IMDb, o filme passou por uma reformulação completa sob o comando do diretor Taika Waititi. O cara injetou um ar cômico, visual oitentista colorido e uma energia surreal. 

A trama acompanha Thor sem seu lendário martelo, preso do outro lado do universo no planeta Sakaar. Ele precisa vencer um torneio gladiatorial contra ninguém menos que o Hulk para conseguir voltar a Asgard e deter Hela, a Deusa da Morte, que quer destruir sua terra natal. 

O elenco encaixa perfeitamente:

·         Chris Hemsworth como Thor 

·         Tom Hiddleston como Loki 

·         Cate Blanchett impagável como a vilã Hela 

·         Mark Ruffalo dando vida ao Hulk 

·         Tessa Thompson destruindo como Valquíria 

·         Jeff Goldblum e Anthony Hopkins completando o time com atuações de peso. 

Como a trilha sonora e as locações definiram a identidade do filme?

As filmagens rolaram quase inteiramente na Austrália (Gold Coast, em Queensland) e na Nova Zelândia, aproveitando cenários naturais de encher os olhos misturados a um design de produção insano. 

Mas a alma do filme está no som. A trilha composta por Mark Mothersbaugh traz aquele sintetizador retrô marcante. E, claro, o uso épico de "Immigrant Song", do Led Zeppelin, durante as cenas de batalha, é algo que faz qualquer um ter vontade de quebrar uma mesa ao meio. Dá um peso diferenciado para as cenas de porrada que poucos filmes de herói conseguem alcançar.

Quais são as melhores curiosidades sobre os bastidores?

·         Improviso puro: O diretor Taika Waititi revelou que cerca de 80% dos diálogos do filme foram improvisados no set. A vibe descontraída do Chris Hemsworth veio muito desse processo. 

·         Piada famosa: A piada em que Thor chama o Hulk de "um amigo do trabalho" foi ideia de uma criança da fundação Make-A-Wish que visitou o set no dia da gravação. 

·         Vozes escondidas: O próprio diretor faz a captura de movimento e a voz de Korg, o alienígena feito de pedras que rouba todas as cenas em que aparece. 

·         Reconhecimento: O longa levou prêmios importantes de crítica em categorias de comédia e efeitos visuais, incluindo indicações no Critics' Choice Awards e vitórias no Empire Awards. 

Vale a pena rever Thor Ragnarok hoje em dia?

Sem dúvida. Na minha visão, o filme funciona tão bem porque não se leva a sério demais, mas entrega nas cenas de ação quando precisa. É um filme sobre caras durões, monstros gigantes e deuses espaciais, mas conduzido com um ritmo leve, piadas afiadas e uma química absurda entre o elenco. 

Cate Blanchett entrega uma das melhores vilãs do universo Marvel, e a dinâmica de irmão entre Thor e Loki finalmente atinge um ponto de maturação excelente. Se você quer um bom filme de ação sem precisar estudar uma linha do tempo complexa antes de dar o play, essa é uma das escolhas mais certeiras do catálogo.

 


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