Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers)

 


Se você cresceu nos anos 90 ou costumava passar as tardes de fim de semana na frente da TV, com certeza já cruzou com a clássica frase "Um por todos e todos por um". Eu lembro claramente da primeira vez que assisti a essa adaptação de Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers). O filme tem aquela energia única de aventura, espadas tinindo, honra entre amigos e um ritmo de ação que simplesmente não deixa ninguém piscar.

A obra de Alexandre Dumas já ganhou dezenas de adaptações para o cinema, mas a versão lançada em 1993 pela Walt Disney Pictures conseguiu capturar um espírito de camaradagem muito específico. Não é um filme que se leva a sério demais, e é exatamente aí que mora o charme dele. Se você está procurando uma boa história de ação e fraternidade, vale a pena relembrar este clássico.

Qual é a história e o contexto inicial de Os Três Mosqueteiros?

A trama começa quando o jovem D'Artagnan, cheio de energia e querendo provar seu valor, viaja a Paris com o sonho de seguir os passos do pai e se juntar à guarda de elite do Rei Luís XIII. O problema é que, ao chegar lá, ele descobre que a corporação dos mosqueteiros foi dissolvida por ordem do ganancioso Cardeal Richelieu.

Em vez de dar meia-volta, D'Artagnan acaba se metendo em confusão e arrrumando duelo com três sujeitos durões no mesmo dia. Esses três caras são Athos, Porthos e Aramis, os últimos mosqueteiros que se recusam a entregar suas espadas. Quando os guardas do cardeal aparecem para prender todo mundo, os quatro se unem em uma luta épica e percebem que funcionam muito melhor juntos. A partir daí, eles precisam desmontar um golpe de estado que ameaça a coroa francesa.

Quem faz parte do elenco e quem dirigiu a produção?

O filme foi comandado pelo diretor Stephen Herek, que já tinha mostrado boa mão para comédias de ação. Ele escalou um time de atores que exalava carisma e funcionou muito bem em cena.

·         Chris O'Donnell interpreta o destemido e impulsivo D'Artagnan.

·         Kiefer Sutherland dá vida a Athos, o líder mais silencioso, focado e de passado sombrio.

·         Charlie Sheen faz o papel de Aramis, o mosqueteiro galã que hesita entre a fé e a espada.

·         Oliver Platt rouba a cena como Porthos, o gigante brincalhão que adora uma boa briga e uma boa mesa.

·         Tim Curry interpreta o vilão Cardeal Richelieu com aquele tom teatral perfeito.

·         Rebecca De Mornay vive a perigosa e sedutora Milady de Winter.

Atualmente, o longa ostenta a nota 6,4 no IMDb, reflexo de um público que reconhece o filme como um entretenimento direto e nostálgico.

Onde o filme foi gravado e qual o destaque da trilha sonora?

Embora a história se passe na França do século XVII, a maior parte das filmagens aconteceu na Áustria e no Reino Unido. Castelos reais como o Burg Liechtenstein e os cenários históricos de Viena serviram de pano de fundo para as perseguições a cavalo e duelos de espada.

O grande destaque da produção fica para a trilha sonora instrumental composta por Michael Kamen. Mas o verdadeiro fenômeno foi a música-tema oficial. A canção "All for Love", interpretada por um trio de feras formado por Bryan Adams, Rod Stewart e Sting, dominou as rádios do mundo inteiro nos anos 90, tornando-se um clássico instantâneo.

Quais são as curiosidades e prêmios do filme?

Por trás das câmeras, a produção teve bastidores bastante movimentados:

·         Antes de Chris O'Donnell fechar para o papel de D'Artagnan, atores como Brad Pitt e Keanu Reeves foram cogitados para a produção.

·         O elenco principal passou por semanas de treinamento intensivo de esgrima e equitação para gravar as cenas de duelo sem precisar de dublês em todos os momentos.

·         Nos prêmios, a canção "All for Love" recebeu indicações e venceu premiações da ASCAP, enquanto o longa conquistou o selo Goldene Leinwand na Alemanha pelo sucesso de bilheteria.

·         Curiosamente, Charlie Sheen aceitou o papel em parte pelo desejo de contracenar com Kiefer Sutherland, de quem já era amigo de longa data.

Vale a pena assistir hoje? Minha crítica do filme

Se você busca uma adaptação literal do livro de Alexandre Dumas, pode achar que o roteiro toma muitas liberdades. No entanto, avaliando a obra pelo que ela se propõe a ser, o filme entrega um ritmo excelente.

A direção de arte acerta no figurino e nas coreografias de luta, que passam uma sensação palpável de impacto sem perder a diversão. A amizade entre os quatro protagonistas parece genuína, trazendo aquela sensação bacana de lealdade e trabalho em equipe. É um filme honesto, movimentado e perfeito para juntar os amigos, abrir uma bebida bem gelada e curtir uma boa aventura de capa e espada no fim de semana.

 

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