Da Magia à Sedução (Practical Magic)

 

Da Magia a Sedução


Se você der uma olhada no meu histórico de filmes assistidos, vai achar de tudo: de épicos de ficção científica até suspense policial pesado. Mas vou te mandar a real: de vez em quando, a gente só precisa encostar no sofá e assistir a um filme bacana, sem afetação. Foi exatamente assim que esbarrei em Da Magia à Sedução (Practical Magic).
 

Lançado em 1998, o longa tem uma nota justa de 6,3 no IMDb e acabou virando aquele clássico cult de fim de noite que pega a gente de surpresa. A história acompanha Sally e Gillian Owens, duas irmãs que carregam uma maldição familiar incômoda: qualquer homem que se apaixone por elas está fadado a morrer cedo.

Qual é a verdadeira história por trás das irmãs Owens?

O filme nos joga no cotidiano dessa família peculiar criada em uma cidadezinha litorânea. Sob a direção de Griffin Dunne, a narrativa não tenta criar um mundo fantástico mirabolante. O foco é a relação de cumplicidade entre as duas irmãs e como elas lidam com as tragédias amorosas da vida. 

Sally, vivida por Sandra Bullock, só quer uma vida comum longe de feitiços. Já Gillian, interpretada por Nicole Kidman, é o oposto: intensa, livre e mestre em se meter em encrencas. A química entre as duas na tela é o motor da história. O elenco ainda ganha muito peso com Dianne Wiest e Stockard Channing como as tias excêntricas, além de Aidan Quinn no papel do detetive Gary Hallet.

Por que os cenários e a trilha sonora chamam tanto a atenção?

Se tem algo que me impressionou no filme foi a ambientação. A casa da família Owens foi construída do zero em Friday Harbor, na Ilha San Juan (Estado de Washington), exclusivamente para as filmagens. O lugar transmite uma vibe tão acolhedora e realista que você jura que a casa é de verdade. 

A trilha sonora reforça esse clima sem pesar a mão. Com faixas marcantes como If You Ever Did Believe de Stevie Nicks e a inconfundível Coconut de Harry Nilsson, a música ajuda a amarrar o tom leve e descontraído, criando o clima perfeito para a famosa cena das margaritas da meia-noite.

Quais curiosidades deixam o filme ainda mais interessante?

Apesar de não ter levado grandes prêmios para casa no ano de lançamento — ficando focado mais no reconhecimento do circuito comercial —, o bastidor do longa guarda detalhes curiosos:

·         A casa vitoriana construída na ilha era apenas uma fachada sem interior funcional, usada puramente para as tomadas externas. 

·         A diretora de elenco e a equipe chegaram a consultar bruxas reais durante a pré-produção para dar um toque mais autêntico aos rituais. 

·         Rumores da época dizem que o próprio set de filmagem parecia "amaldiçoado", com pequenos acidentes inexplicáveis e falhas de equipamento nas cenas mais tensas. 

O filme realmente vale o seu tempo hoje em dia?

Sendo bem direto na minha análise: o filme tem seus tropeços de ritmo. A mistura de comédia romântica com momentos de suspense sombrio pode parecer meio desconexa no início. No entanto, a força da obra está na relação genuína entre as irmãs e no carisma absoluto de Bullock e Kidman. 

É um filme sincero, sem grandes pretensões de revolucionar o cinema, mas que entrega um entretenimento sólido, bem fotografado e muito agradável de acompanhar. Se você procura uma história inteligente sobre lealdade familiar com uma pitada de mistério, vale super a pena dar o play.

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