Finalmente assisti a Maze Runner: Correr ou Morrer. Eu já tinha uma queda por histórias pós-apocalípticas e distopias com aquele clima de sobrevivência pura, mas esse filme me pegou de um jeito diferente. A premissa de um grupo de caras preso em um lugar sem memória de quem são, tendo que encarar um labirinto gigante cheio de monstros mecânicos todo santo dia, alugou um triplex na minha cabeça. Se você curte uma boa dose de adrenalina, mistério e aquela sensação de "o que eu faria no lugar desse cara?", vem comigo que vou te contar tudo sobre esse clássico moderno da ficção científica.
Lançado nos cinemas em 2014, o filme é a
adaptação do livro de James Dashner e traz o título original de The Maze Runner. Com uma nota 6.8 no IMDb, a obra conseguiu entregar um ritmo
acelerado que prende a atenção do início ao fim, mostrando que nem toda
distopia jovem precisa focar apenas em romances clichês. Aqui o foco é ação,
estratégia e irmandade sob pressão.
Do que se trata a história de Maze Runner?
A trama começa quando Thomas acorda dentro de um elevador de metal subindo no escuro. Ele não lembra de onde veio, de quem é, nem do próprio nome no começo. Quando a porta abre, ele se vê na Clareira, um espaço aberto cercado por muros de pedra gigantescos. Ali vive uma comunidade só de rapazes que aprenderam a se organizar para sobreviver.
O grande problema? A única saída da Clareira é um labirinto colossal que se abre de manhã e se fecha à noite. E ninguém quer ficar preso lá dentro quando o sol cai, porque é aí que os Verdugos — criaturas biomecânicas bizarras e letais — saem para caçar. A rotina da galera muda completamente quando Thomas decide que não vai apenas aceitar as regras e resolve virar um "Corredor" para explorar o mapa e achar uma saída real.
Quem está por trás e na frente das
câmeras do filme?
A direção ficou nas mãos de Wes Ball, que na época fez um trabalho surreal considerando o orçamento enxuto para os padrões de Hollywood. Ele soube usar os efeitos visuais nos momentos certos e manteve a câmera firme no chão, dando uma sensação muito física para as cenas de corrida.
O elenco jovem deu um show de química em cena:
· Dylan O'Brien como Thomas, o protagonista curioso e determinado.
· Kaya Scodelario como Teresa, a única garota a chegar na Clareira e que traz um recado misterioso.
· Ki Hong Lee como Minho, o líder dos Corredores e disparado um dos personagens mais cascudos da trama.
· Thomas Brodie-Sangster como Newt, a voz da razão do grupo.
· Will Poulter como Gally, o cara durão que prefere a segurança das regras ao risco da liberdade.
Para criar o clima pesado e isolado da Clareira, as gravações rolaram em locações reais perto de Baton Rouge, no estado da Lousiana (EUA). O calor, os mosquitos e a lama daquela região ajudaram o elenco a passar um aperto real, o que transpareceu bastante na tela. A trilha sonora de John Paesano faz um trabalho bem honesto, pontuando os momentos de tensão e acelerando o coração nas sequências em que os caras precisam correr contra o tempo para não ficarem esmagados pelas portas de pedra.
Quais são as melhores curiosidades
sobre os bastidores?
Olhando de fora a gente não imagina, mas a produção passou por alguns perrengues bem curiosos durante as filmagens:
· Cobras no set: As locações na Lousiana eram cheias de cobras venenosas. A produção teve que contratar um caçador profissional que retirou dezenas de cobras do local antes e durante as gravações.
· Acampamento real: Para criar aquele laço de fraternidade entre os atores, o diretor colocou o elenco para acampar junto na floresta por alguns dias antes das filmagens começarem.
· Sucesso de bilheteria: O filme custou cerca de 34 milhões de dólares e arrecadou mais de 348 milhões no mundo todo. Esse sucesso estrondoso garantiu a continuidade da franquia no cinema e rendeu prêmios no MTV Movie Awards, incluindo Melhor Performance Assustada para Will Poulter e Melhor Sequência de Luta.
Vale a pena assistir Maze Runner hoje
em dia?
Sem enrolação: vale muito a pena. Na minha opinião, o filme acerta em cheio ao priorizar a ação prática e o suspense psicológico em vez de focar demais em explicações mirabolantes logo de cara. O labirinto parece um personagem vivo, impondo respeito e medo a cada movimento de suas paredes gigantescas.
A dinâmica entre os rapazes na Clareira funciona como uma microssociedade. Você entende o lado do Gally, que prefere manter a ordem para não morrer, mas torce desesperadamente pela audácia do Thomas e do Minho de se arriscarem no desconhecido. A crítica da época elogiou justamente essa pegada mais crua, o ritmo sem folga e as atuações do elenco jovem.
Mesmo anos após o lançamento, o filme envelheceu super bem. Se você
gosta de uma narrativa sobre superar limites, trabalho em equipe e enfrentar o
medo de peito aberto, Maze Runner: Correr ou Morrer é uma
pedida certeira para a sua próxima sessão de cinema em casa.
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