Maze Runner: Prova de Fogo (Maze Runner: The Scorch Trials)

 


Assisti a Maze Runner: Prova de Fogo no streaming logo em seguida ao primeiro filme e, cara, a mudança de ritmo é brutal. Se na primeira história a gente fica preso com os caras naquela clareira cercada por muros, na continuação a sensação de claustrofobia dá lugar a um desespero em campo aberto. Eu lembro de terminar o primeiro longa e já dar o play no segundo na hora, sem nem respirar, porque queria muito ver como o Thomas e a turma iam se safar da WCKD. 

Lançado nos cinemas em 2015, o filme no original se chama Maze Runner: The Scorch Trials. Ele mantém o diretor Wes Ball no comando e traz de volta o elenco principal que já tinha mandado bem, como Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Ki Hong Lee e Thomas Brodie-Sangster, além de somar reforços de peso como Pedro Pascal e Giancarlo Esposito. Com uma nota 6.3 no IMDb, a produção levou a galera para filmar nas paisagens áridas e desertas de Albuquerque, no Novo México, o que casou perfeitamente com o clima de fim do mundo.

 

O que acontece na história de Maze Runner: Prova de Fogo? 

Logo de cara, o grupo descobre que a tal "salvação" prometida no final do primeiro filme era uma grande cilada. Eles fogem do complexo da WCKD e se jogam no "Deserto", uma terra devastada pelo Sol e infestada por humanos mutantes tomados pelo vírus Fulgor, chamados de Cranks. A narrativa acompanha essa corrida desesperada pela sobrevivência enquanto eles tentam encontrar o Braço Direito, um grupo de resistência que opera nas montanhas. O meio do filme é uma maratona frenética, sem espaço para descanso, onde cada decisão errada custa caro. 

Quais são as melhores curiosidades dos bastidores? 

Uma das coisas mais insanas da produção foi a escolha das locações. O diretor quis usar o mínimo possível de tela verde, então jogou a equipe no deserto do Novo México, enfrentando tempestades de areia reais e um calor absurdo. Outro detalhe curioso é que o visual do filme se afasta bastante do livro original de James Dashner, priorizando uma pegada de ação e suspense parecida com filmes de zumbi clássicos. Nos prêmios, a obra não foi buscar o Oscar, mas dominou o Teen Choice Awards de 2016, levando categorias como Melhor Filme de Ação e Melhor Química nas telas. 

A trilha sonora e o ritmo realmente funcionam? 

A música composta por John Paesano faz um trabalho sensacional em manter a tensão lá no alto. Não é do tipo que você fica cantarolando depois que o filme acaba, mas serve exatamente como um motor que empurra a ação para frente. Nos momentos em que os caras estão correndo de hordas de Cranks em prédios soterrados, a trilha acelera o coração de um jeito que te deixa preso no sofá, sentindo o mesmo cansaço dos personagens. 

Vale a pena assistir à continuação da franquia? 

A minha crítica sincera é que o filme entrega exatamente o que promete: uma aventura focada em camaradagem, instinto de sobrevivência e muita correria. Ele perde um pouco daquele mistério envolvente do labirinto original, apostando mais na ação pura e em clichês de sobrevivência pós-apocalíptica. Ainda assim, a dinâmica entre os amigos e as cenas de tensão seguram o tranco perfeitamente. Se você gosta de histórias de resistência e de ver um grupo fechado enfrentando o sistema contra todas as probabilidades, vale cada minuto do seu tempo.

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