Maze Runner: A Cura Mortal (Maze Runner: The Death Cure)

 


Terminei a maratona da trilogia essa noite com uma xícara de café do lado e preciso mandar a real: assistir tudo em sequência muda totalmente a experiência. Quando as luzes apagaram no final de Maze Runner: A Cura Mortal (Maze Runner: The Death Cure, título original), me peguei pensando em como essa franquia conseguiu segurar a onda em uma época em que todo mundo já estava cansado de distopias infantojuvenis. 

Lançado nos cinemas em 2018, o encerramento da saga dirigido por Wes Ball não enrola e já te joga direto no meio da ação. Com uma nota de 6,3 no IMDb, o longa carrega a responsabilidade de fechar todas as pontas soltas da jornada de Thomas. O elenco entrega uma química muito honesta — com destaque para Dylan O'Brien (Thomas), Thomas Brodie-Sangster (Newt), Ki Hong Lee (Minho), Kaya Scodelario (Teresa), Will Poulter (Gally) e Giancarlo Esposito (Jorge).

 

Se você está pensando em encarar esse encerramento, explico abaixo os detalhes do filme que fecharam esse ciclo na minha maratona.

Qual é o ponto de partida do último filme?

O filme já começa com o pé no acelerador numa sequência de resgate a um trem em movimento que parece ter saído direto de um Mad Max modernizado. A missão de Thomas e do grupo é clara: resgatar Minho das mãos da C.R.U.E.L. (WCKD). Para isso, eles precisam invadir a "Última Cidade", uma metrópole fortificada que sobrou no meio do caos e o epicentro do poder da organização. 

Diferente do mistério claustrofóbico do primeiro filme ou da correria no deserto do segundo, este último entrega um cenário urbano de guerra. As filmagens aconteceram na Cidade do Cabo, na África do Sul, e essa locação deu um tom imponente, frio e futurista para a grande fortaleza da C.R.U.E.L. A trilha sonora, assinada por John Paesano, usa metais graves e batidas pesadas que casam perfeitamente com o clima de missão suicida e pressão constante.

Quais curiosidades marcaram os bastidores de A Cura Mortal?

Se tem uma coisa que dá para notar na tela, é a entrega do elenco nas cenas de ação. Mas o caminho até o cinema foi bem tenso:

·         O acidente grave de Dylan O'Brien: As gravações originais começaram em 2016 no Canadá, mas foram paralisadas após Dylan sofrer um acidente gravíssimo no set ao ser atingido por um veículo. Ele teve várias fraturas faciais e trauma craniano. A produção parou por quase um ano para sua recuperação total, o que adiou o lançamento do filme em um ano. 

·         Mudança total de locação: Devido ao atraso e aos prazos das estações do ano, a equipe teve que mudar toda a base de produção do Canadá para a África do Sul quando retornaram em 2017. 

·         Premiações da franquia: Embora a crítica tradicional tenha ficado dividida (daí a nota mediana no IMDb), o filme teve forte apelo com o público jovem, rendendo indicações no Teen Choice Awards pelo trabalho de ação de Dylan O'Brien e a química do elenco. 

Vale a pena fechar a trilogia em modo maratona?

Vale demais. Assistir aos três filmes de uma vez só faz o terceiro ato funcionar muito melhor. A evolução de Thomas como líder fica evidente: ele deixa de ser o garoto perdido que só queria fugir das paredes do Labirinto para se tornar um cara que assume os riscos, enfrenta decisões difíceis e se recusa a abandonar os irmãos de farda. 

A crítica que faço ao filme é sobre o ritmo e o roteiro. Com mais de 2 horas e 20 minutos de duração, o roteiro às vezes pesa a mão no melodrama e apressa a resolução do conflito moral sobre a cura da praga. Porém, a direção de Wes Ball compensa isso na escala das cenas de ação. O confronto final na cidade é  claustrofóbico e cheio de tensão.

Como o filme se sai como encerramento de uma saga?

Para um encerramento de trilogia, ele cumpre o papel de forma muito honesta. O arco do Newt traz o peso emocional necessário para a trama, e o embate moral de Teresa ganha tons de cinza que tiram o filme do maniqueísmo bobo. O desfecho não entrega um "felizes para sempre" fácil, mas passa aquela sensação pé no chão de dever cumprido após uma longa batalha. 

No fim das contas, desligar a TV de madrugada sabendo que assisti à jornada completa valeu cada minuto do tempo investido. Se você gosta de ação de impacto, ficção científica pós-apocalíptica e histórias sobre lealdade à prova de fogo, Maze Runner: A Cura Mortal entrega exatamente aquilo a que se propõe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe um comentário sobre o filme e compartilhe com seus amigos.