Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

 


Como leitor de gibis desde tenra idade, sempre acompanhei de perto o universo dos filmes de heróis, e confesso que a DC Vinha me deixando com um pé atrás. Parecia que o estúdio tinha perdido a mão em criar histórias que realmente impactassem. Mas aí, em 2017, chegou às telonas Mulher-Maravilha (título original: Wonder Woman).
 

Fui ao cinema sem grandes expectativas, confesso. Mas saí da sala surpreso de um jeito muito positivo. O longa não só entregou uma baita história de origem, como reorganizou a casa dentro do universo cinematográfico da editora. Hoje sustentando uma nota respeitável de 7.3 no IMDb, o filme conseguiu algo difícil: agradar tanto quem já era fã de longa data quanto quem só queria ver um bom filme de ação na grande tela.

Qual é o enredo principal do filme da Mulher-Maravilha?

A trama nos tira da mesmice do gênero de super-heróis logo de cara. Acompanhamos a jornada de Diana, interpretada por Gal Gadot, criada na ilha paradisíaca e isolada de Themyscira. O ritmo muda completamente quando o piloto americano Steve Trevor (Chris Pine) cai no mar da ilha durante a Primeira Guerra Mundial. 

Ao descobrir o conflito brutal que devorava o mundo exterior, Diana decide deixar seu lar, convicta de que o deus da guerra, Ares, é o verdadeiro responsável pela tragédia. Ela parte para a Europa ao lado de Trevor para tentar pôr fim à guerra. É aí que a narrativa brilha, colocando a inocência e os ideais da protagonista em choque direto com a violência, as trincheiras e as contradições da humanidade.

Como foi a direção e o desempenho do elenco?

A direção ficou sob a responsabilidade de Patty Jenkins, que mandou bem demais ao equilibrar sequências de ação pesadas com o desenvolvimento de personagens. Ela não se perdeu no uso excessivo de efeitos e soube conduzir a história com consistência. 

No elenco, Gal Gadot provou ser a escolha perfeita para o papel. Ela trouxe uma imponência física e uma presença em cena impecáveis, sem deixar de lado a vulnerabilidade da personagem. Chris Pine deu um show de carisma como Steve Trevor, servindo como uma ótima âncora terrestre e sem apagar o protagonismo de Diana. O grupo ainda conta com grandes nomes como Robin Wright (General Antiope), Connie Nielsen (Rainha Hipólita) e David Thewlis (Sir Patrick / Ares).

Onde foram feitas as filmagens e como é a trilha sonora?

Visualmente, a produção mandou muito bem na escolha das locações. As cenas da ilha de Themyscira foram gravadas na deslumbrante Costa Amalfitana e na região da Apúlia, na Itália, criando aquele contraste épico e solar. Já a ambientação da Primeira Guerra Mundial usou o Reino Unido e a França para entregar cenários cinzentos, sujos e pesados, perfeitos para o tom do conflito. 

Na parte musical, a trilha sonora composta por Rupert Gregson-Williams faz um trabalho exemplar. O grande destaque, claro, é a marcante e agressiva melodia com guitarra elétrica da heroína (criada originalmente por Hans Zimmer e Junkie XL em Batman vs Superman), que entra nos momentos exatos para elevar a adrenalina dos confrontos.

O que torna a crítica do filme e suas curiosidades tão marcantes?

Minha leitura crítica da obra é muito clara: este é um dos filmes de herói mais bem estruturados dos últimos anos. A cena em que Diana avança sozinha pela "Terra de Ninguém" (No Man's Land), peitando os tiros de metralhadora nas trincheiras para salvar uma vila, é um dos momentos mais épicos e bem dirigidos do cinema moderno de ação. A produção recebeu diversos prêmios da indústria, incluindo o de Melhor Filme de Ação no Critics' Choice Movie Awards. 

Nos bastidores, o filme guarda detalhes bem interessantes:

·         Gal Gadot grávida: Durante as refilmagens de algumas cenas de ação, Gal Gadot estava grávida de cinco meses. A equipe precisou colocar um tecido verde sobre sua barriga para apagá-la na pós-produção. 

·         Treinamento pesado: Para viver as amazonas, as atrizes passaram por meses de treinamento físico intenso, envolvendo artes marciais, montaria a cavalo e treino com espadas. 

·         Quebra de recordes: Na época, Patty Jenkins tornou-se a primeira mulher a dirigir um filme de super-herói de alto orçamento com uma protagonista feminina, além de bater recordes de bilheteria global. 

Se você procura um filme de ação com combate bem coreografado, boas atuações e uma história que realmente prende do começo ao fim, Mulher-Maravilha é uma pedida obrigatória.

 

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